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Dependência da venda de atletas preocupa Palmeiras e outros gigantes

Economista alerta: 41% da receita do Palmeiras vem da venda de atletas, evidenciando dependência elevada e risco de desequilíbrio caso esse fluxo caia

Rayan, que saiu do Vasco para o Bournemouth, foi a maior venda do ano: R$ 220 milhões (Foto: Divulgação)
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  • Palmeiras depende de venda de atletas para fechar as contas, com 41% da receita em 2025 vindo dessas transações, segundo a Galápagos Capital.
  • A receita total do Palmeiras em 2025 foi de R$ 1,6 bilhão, enquanto as dívidas ficam em torno de R$ 1,029 bilhão.
  • Em comparação, Flamengo teve 26% da receita em transferências no ano passado, São Paulo 28% e Fluminense 23%.
  • A maior venda do ano foi de Rayan, jogador que deixou o Vasco rumo ao Bournemouth, por cerca de € 35 milhões.
  • Economista alerta para risco dessa dependência: se as vendas diminuírem, o clube pode enfrentar dificuldades para fechar as contas, com aumento da concorrência na base.

A dependência de venda de atletas é apontada como dificuldade constante para Palmeiras e outros grandes clubes brasileiros. O relatório Galápagos Capital, intitulado Convocados, destaca que esse modelo sustenta parte relevante das receitas, mas acarreta riscos operacionais. A análise usa dados de 2025 para embasar o cenário.

O Palmeiras, ao lado do Flamengo, aparece entre as equipes com maior poder financeiro, porém a dependência de receitas com transferências de jogadores é elevada. Em 2025, 41% do total de receitas do clube vêm das vendas de atletas, segundo o estudo citado.

O relatório aponta que a receita total do Palmeiras subiu para 1,6 bilhão de reais em 2025, impulsionada pela participação na Copa do Mundo de Clubes. Mesmo assim, a parcela vinda de transferências supera a de outras fontes, como as receitas comerciais, que somaram menos da metade.

Em comparação, o Flamengo teve 26% da receita proveniente de transferências, enquanto São Paulo e Fluminense registraram 28% e 23%, respectivamente. O Botafogo também depende fortemente de venda de atletas, com mais da metade de sua receita anual vindo desse canal.

Economistas destacam que o modelo oferece vantagem na formação de talentos e na geração de caixa para equilibrar dívidas. No entanto, o risco de desequilíbrio aumenta caso o mercado não gere novos valores ou se o desempenho de base diminuir.

César Grafietti, economista da Galápagos, afirma que clubes dependentes de venda de jogadores podem enfrentar déficits se as vendas esperadas não ocorrerem. No caso do Palmeiras, a dívida está sob controle, mas a operação depende de receitas de transferência para manter compras e dívidas estáveis.

O estudo aponta que o Palmeiras foi o clube brasileiro que mais arrecadou com a venda de atletas nos últimos cinco anos, com cerca de 1,75 bilhão de reais. A competição interna entre clubes por talentos da base cresce, com Flamengo e outras equipes expandindo investimentos nesse setor.

Segundo a análise, rivais passaram a investir mais na base para replicar o modelo de sucesso do Palmeiras. A tendência aumenta a competição por jovens talentos, o que pode dificultar a continuidade da “máquina de venda” no longo prazo caso a geração de promessas se reduza.

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