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Palmeiras atinge R$ 1,6 bi em receitas e amplia dívida em 25%

Palmeiras atinge R$ 1,605 bi de receita em 2025, porém dívida cresce 25% e EBITDA recorrente fica negativo, impulsionado pela venda de jogadores

Estádio rentável e elenco milionário: Palmeiras foi destaque no relatório que analisa finanças do futebol brasileiro (Foto Cesar Greco/ Palmeiras)
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  • A receita total do Palmeiras atingiu R$ 1,605 bilhão em 2025, alta de 37% ante 2024, com receita recorrente de R$ 952 milhões, 46% acima.
  • A dívida líquida subiu 25%, para R$ 1,029 bilhão, enquanto a dívida operacional chegou a R$ 1,061 bilhão; a remuneração de funcionários subiu 51%.
  • O EBITDA recorrente ficou negativo em 2025, caindo 41% em relação a 2024, apontando como principal ponto negativo do relatório.
  • A maior parte da receita veio de venda de jogadores, totalizando R$ 653 milhões; destaque para Vítor Reis (R$ 215 milhões) e Estêvão (R$ 358 milhões).
  • As receitas de transmissão cresceram para R$ 499 milhões, impulsionadas pela renegociação com a Libra e pela participação no Mundial; investimentos em formação de elenco subiram 15% para R$ 737 milhões.

O Palmeiras fechou 2025 com receita total de 1,605 bilhão de reais, feito 37% superior ao de 2024. A receita recorrente ficou em 952 milhões, 46% acima do ano anterior, enquanto a dívida líquida subiu 25%, para 1,029 bilhão. A remuneração de funcionários, incluindo jogadores, avançou 51%.

Diante do desempenho, o EBITDA recorrente do clube ficou negativo, sofrendo queda de 41% em relação a 2024. A dívida operacional atingiu 1,061 bilhão, contra 728 milhões no exercício anterior. O relatório aponta esse como o único ponto negativo, apesar da melhoria em outras linhas.

Na visão global, o EBITDA é positivo, e a alavancagem permanece abaixo de máximos históricos. As demonstrações financeiras vieram sem ressalvas, reforçando a transparência do estudo. Entre os destaques, a receita com transmissão cresceu expressivamente.

A maior fatia das receitas veio da venda de jogadores, que somou 653 milhões de reais, 24,1% acima de 2024. Entre as negociações, o zagueiro Vitor Reis, hoje no Girona, do Barcelona, rendeu cerca de 215 milhões de reais ao clube.

O time também contabilizou 358 milhões de reais pela venda de Estêvão ao Chelsea, embora parte tenha entrado em 2024 e 30% tenha ido para o atleta. Já a venda de Richard Rios, ao Benfica, faturou cerca de 140 milhões de reais.

Na parte de dívidas, o crescimento de curto prazo foi mais contido, passando de 565 milhões para 623 milhões. Em investimentos, houve alta de 15%, com foco em formação de elenco, indo de 665 milhões para 737 milhões de reais.

Sobre a avaliação do relatório, os autores deram a melhor nota para receitas, dívidas e transparência. A principal ressalva ficou para o desempenho operacional, que não atingiu o mesmo nível das outras métricas.

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