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Defesa de Andrés Sánchez se pronuncia após expulsão de dirigente do Corinthians

Defesa de Andrés Sánchez contesta expulsão do Corinthians, apontando irregularidades no processo e anunciará medidas judiciais para anulação

Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians
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  • O escritório que representa Andrés Sánchez publicou nota na manhã de quarta-feira (27) manifestando inconformismo com a expulsão do quadro associativo do Corinthians e informou que adotará medidas judiciais para anular a decisão.
  • A defesa acusa o processo de ter sido marcado por irregularidades, incluindo a presidência da Comissão de Ética pelo advogado Leonardo Pantaleão e votação aberta e nominal.
  • O documento contesta o rito do estatuto, que prevê escrutínio secreto, e ressalta questionamentos de conselheiros durante a sessão.
  • A expulsão de Andrés foi decidida pelo Conselho Deliberativo na segunda-feira (25), com 112 votos a favor, 49 contrários e seis abstenções, seguindo o parecer da Comissão de Ética.
  • A apuração interna envolve gastos com cartão corporativo entre 2018 e 2020; Andrés admitiu uso do cartão para despesas pessoais em 2020 e houve reembolso de R$ 15 mil, conforme apuração anterior.

A defesa de Andrés Sánchez, ex-presidente do Corinthians, reagiu nesta quarta-feira (27) à expulsão do quadro associativo do clube. O escritório que representa o ex-dirigente afirmou estar inconformado com a decisão tomada pelo Conselho Deliberativo. A defesa afirmou que pretende contestar judicialmente a nulidade do ato.

Segundo a nota, o processo foi conduzido com irregularidades que comprometem o devido processo. Alega que Leonardo Pantaleão presidiu a Comissão de Ética e, em seguida, a sessão do conselho que votou o parecer, o que violaria o rito previsto no estatuto.

A defesa também critica a realização de votação aberta e nominal, em desconformidade com o edital, que previa escrutínio secreto. Conselheiros teriam levantado dúvidas durante a sessão, conforme a própria nota.

Defesa contesta expulsão

O documento assinado pelo escritório Fernando José da Costa – Advogados sustenta que a decisão se baseou em irregularidades graves. Afirmam ainda que o parecer da Comissão de Ética foi utilizado no voto do Conselho Deliberativo sem observância estrita do estatuto.

Alega que o devido processo legal não foi assegurado plenamente e que haveria risco de nulidades no procedimento. A defesa adianta que adotará medidas judiciais cabíveis para reverter a expulsão.

Detalhes da expulsão e desdobramentos

Andrés Sánchez foi expulso do quadro de sócios na segunda-feira, após votação de 112 a favor, 49 contrários e seis abstenções. O parecer da Comissão de Ética, unânime, embasou o desfecho.

A investigação interna envolveu gastos pessoais com cartão corporativo entre 2018 e 2020, com reembolso de 15 mil reais. Em 2025, também surgiram faturas apresentando despesas em Tibau do Sul, totalizando 9.416 reais.

O Ministério Público denunciou Sánchez em outubro de 2025 por suposta apropriação indébita continuada, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, com pedidos de devolução de cerca de 1,1 milhão de reais. O ex-presidente segue sob medidas cautelares.

Andrés já presidiu o Corinthians em dois mandatos, entre 2007–2012 e 2018–2021. O clube não comentou a nota da defesa até o momento.

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