- Em 1997/1998, o Real Madrid disputou 53 jogos oficiais; em 2024/2025, o clube atuou em 68 compromissos oficiais.
- No Brasil, os times costumam jogar menos do que em décadas passadas; o Palmeiras fez 92 partidas oficiais em 2000, e, no ano passado, 76 jogos válidos por pontos.
- O calendário inchado é apontado como prejudicial à qualidade do jogo e aumenta o risco de lesões; Abel Ferreira reclamou sobre isso após a vitória sobre o Sporting Cristal pela Libertadores.
- A ideia de que salários milionários existem porque o futebol é um business bilionário é reforçada por dados da Deloitte; o Real Madrid faturou 108,7 milhões de euros em 1997/1998 e, na temporada recente, 1,161 bilhão de euros.
- Diante disso, é improvável que o calendário seja reduzido; resta a pergunta se Abel aceitaria reduzir o salário para reduzir a quantidade de jogos.
O calendário do futebol (nacional e internacional) está sob escrutínio depois que Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, criticou a sobrecarga de jogos após a vitória sobre o Sporting Cristal pela Libertadores. A discussão envolve o volume de partidas disputadas por clubes na temporada, com efeitos sobre a qualidade do jogo e a saúde dos atletas.
Dados históricos ajudam a contextualizar. Em 1997/1998, o Real Madrid disputou 53 jogos oficiais na Champions League. Na temporada 2024/2025, o clube espanhol atuou em 68 compromissos oficiais. No Brasil, a tendência é de menos jogos, mas ainda superior a décadas atrás. O Palmeiras, por exemplo, teve 92 partidas oficiais em 2000 e 76 em 2023, ano em que chegou à final da Libertadores.
Calendário inchado e impactos
A carga de jogos aumenta a vulnerabilidade de jogadores e eleva a exigência física. Analistas apontam que a agenda reduz a qualidade das partidas e aumenta riscos de lesões, especialmente em competições de alto nível. O tema é tratado como uma linha de conflito entre lucro e bem-estar esportivo.
Receitas, salários e o custo do futebol moderno
Segundo a Deloitte, o Real Madrid faturou 108,7 milhões de euros na temporada 1997/1998, com 53 jogos. Na temporada passada, após 68 jogos, as receitas chegaram a 1,161 bilhão de euros. A diferença ilustra a transformação do futebol em um negócio bilionário, que sustenta os altos salários dos atletas.
A reportagem não apaga a tensão entre calendário, receitas e salários. A pergunta que permanece é se ajustes significativos no número de jogos seriam aceitos pelos clubes e por técnicos como Abel Ferreira, diante da realidade financeira do esporte.
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