- A CBF reuniu representantes de 38 dos 40 clubes das Séries A e B, em RJ, para debater a criação da liga de clubes; Mirassol e Chapecoense não foram.
- A ideia é transformar a liga brasileira em uma das três maiores do mundo, mas a implantação está prevista apenas para 2030, com a CBF em papel de liderança.
- Principais temas apontados: calendário, público e segurança nos estádios, infraestrutura, transmissão, comunicação e redes sociais, marketing, jovens talentos, governança e sustentabilidade financeira.
- Dados mostram disparidade de receitas: Premier League arrecadou cerca de 7,5 bilhões de euros na última temporada, frente a 1,8 bilhão de euros no Brasil; a diferença impacta visibilidade e alcance internacional.
- A CBF propõe três fases de trabalho: 1) ainda neste ano, redesenho do “produto” e governança; 2) 2027, comercialização e direitos de transmissão a partir de 2030; 3) fases administrativas e de governança, com possível transição antes da estreia da liga.
A CBF reuniu nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, representantes de 38 dos 40 clubes das Séries A e B para apresentar o que chamou de um diagnóstico do futebol brasileiro. Mirassol e Chapecoense não participaram. A ideia é ouvir clubes e propor medidas para criar uma liga de ponta, entre as três maiores do mundo, com início efetivo apenas em 2030.
A entidade destacou que o Brasileirão precisa evoluir em calendário, público, segurança, infraestrutura das arenas, transmissão, comunicação e governança. A aposta é tornar a liga mais atrativa globalmente, mirando receitas maiores para os clubes.
Samir Xaud, presidente da CBF, ressaltou que a entidade atuará como mediadora e parte da liga. A meta é manter diálogo e participação conjunta, diferente do modelo de apenas clubes comandando o projeto.
Avanços e próximos passos
Diretores da CBF apresentaram os entraves a superar antes da implantação. A previsão é dividir o trabalho em três fases, com o ano de 2026 como marco inicial de discussões mais profundas sobre o produto, calendário, estádios, transmissão, marketing e governança.
A segunda fase, em 2027, tratará da comercialização do campeonato, incluindo direitos de transmissão para 2030. A terceira fase aborda questões administrativas e de governança, com foco na estrutura de gestão da competição.
Perguntas em aberto e tempo de implementação
Ainda em estudo, a perspectiva de rever horários de jogos e aumentar a participação dos clubes na segurança das arenas. Dados das pesquisas indicam preocupação com violência e segurança familiar nos estádios, impactando a presença de público.
A CBF pretende usar as informações para orientar a transição, permitindo ações de melhoria antes da existência formal da liga. O objetivo é reduzir lacunas entre o Brasil e ligas internacionais mais abertas à participação de torcedores e investidores.
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