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Mais da metade dos países da Copa têm custos extras devido a impasse fiscal com EUA

Mais da metade das seleções da Copa enfrentam custos adicionais sem isenção fiscal dos EUA, pesando principalmente sobre federações menores

Fifa has failed to agree a blanket tax exemption for World Cup nations with the United States government.
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  • Mais da metade das 48 seleções classificadas para a Copa enfrenta custos adicionais por a Fifa não ter acordo de isenção fiscal com os EUA, com impostos federais, estaduais e municipais sobre ganhos da competição.
  • A isenção não vale para os ganhos dos jogadores; apenas para membros da comissão técnica, o que eleva as despesas de delegações internacionais.
  • Entre as 48 seleções, 18 têm Acordo de Tributação (DTA) com os EUA, isentando delas os impostos federais; além de coanfitriões Canadá e México, apenas Austrália, Egito, Marrocos e África do Sul também possuem DTAs.
  • Países menores, como Curaçao e Cabo Verde, podem ter encargos fiscais maiores que seleções de nações com acordos, como Inglaterra e França.
  • O orçamento operacional da Fifa por equipe é fixo em US$ 1,5 milhão; a diária de subsídio caiu para US$ 600; há variações estaduais, como zero imposto na Flórida, 10,75% em New Jersey e 13,3% na Califórnia. Treinadores podem ser taxados de formas diferentes: o técnico brasileiro, Carlo Ancelotti, poderá pagar impostos no Brasil e nos EUA, enquanto o técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, fica apenas no Reino Unido.

O estágio atual da Copa do Mundo de 2026 aponta para custos adicionais significativos para mais da metade das seleções que se classificaram. A razão básica é a ausência de um acordo abrangente de isenção de impostos entre Fifa e o governo dos Estados Unidos, aliado à variação de tratados fiscais entre países anfitriões.

Como organização sem fins lucrativos, a Fifa tem isenção fiscal nos EUA desde a Copa de 1994, mas esse benefício não alcança todas as 48 seleções classificadas. Assim, federações nacionais precisam arcar com tributos federais, estaduais e municipais sobre as receitas do torneio.

O peso tributário recai de forma desproporcional sobre associações menores, especialmente aquelas cujos governos não possuem tratado tributário com os EUA. Entre as 48 seleções, 18 já assinaram um Acordo de Dupla Tributação.

Impacto financeiro

Excetuando co-sededoras Canadá e México, o restante dos países sem DTAs enfrentará cobranças federais. Além disso, a isenção não cobre ganhos de jogadores, apenas membros de apoio e técnicos, que já recebem altos valores das federações.

O orçamento operacional da Fifa para cada equipe permanece fixo em 1,5 milhão de dólares, independentemente do porte do país. A expansão para 48 seleções reduziu a diária de ajuda de custo de 850 para 600 dólares por membro.

Estados com diferentes níveis de tributação estadual agravam a diferença entre seleções. Florida não cobra imposto estadual, enquanto Nova Jersey e Califórnia apresentam alíquotas de 10,75% e 13,3%, respectivamente, o que aumenta o custo para quem atua nesses estados.

Cenários por país e cooperações

Alguns países com DTAs, como Inglaterra e Espanha, devem ter custos menores do que nações menores sem acordo, como Curaçao ou Cabo Verde. A federação brasileira aponta que o treinador Carlo Ancelotti pode ter imposto duplo no Brasil e nos EUA, enquanto técnicos de seleções com DTAs costumam ter tributação apenas no país anfitrião.

Capo Verde e Curaçao, estreantes na Copa, podem ter dívidas fiscais maiores do que seleções com acordos. Além disso, apenas Canadá e México mantêm isenção para todas as federações associadas, o que reduz o peso de impostos para equipes com jogos nesses territórios.

Contexto adicional

A taxa de imposto corporativo federal dos EUA é de 21%, com faixas de até 37% para indivíduos de alto rendimento, como jogadores e técnicos internacionais. A Fifa não comentou oficialmente o tema, mas há sinais de alinhamento com federações para apoiar questões fiscais durante o torneio.

O panorama fiscal continua em avaliação, com autoridades da Fifa apontando que trabalham com as federações nacionais para oferecer orientações e assistência sobre impostos. Ameta é reduzir impactos financeiros, especialmente para as seleções menores.

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