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Brasileiro que atuou na Itália vê Azzurra sem respeito; Jorginho teme estrangeiros

Éder Citadin diz que a Itália perde respeito e aponta falhas na base, além de receio com estrangeiros naturalizados, como Jorginho

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  • A Itália perdeu nos pênaltis para a Bósnia e ficou de fora da Copa do Mundo pela terceira edição seguida.
  • O ex-atacante Éder Citadin, que jogou na Itália, disse que a seleção perde cada vez mais respeito e que o caminho de volta ao topo será difícil.
  • Ele lembrou que, em 2014, encontrava uma mentalidade de time que assustava adversários, e apontou mudanças técnicas que teriam colaborado para a queda.
  • Sobre Jorginho, Éder disse que ele poderia ter sido convocado e citou receio da Federação Italiana em chamar naturalizados estrangeiros.
  • O ex-jogador sugeriu investir na base para revelar talentos e exigir mudanças na gestão do futebol italiano, com abertura para novas alternativas.

Na última terça-feira (31), a Itália foi eliminada da Copa do Mundo nos pênaltis pela Bósnia, encerrando uma campanha que já dura três edições sem chegar ao torneio. A análise vem de dentro da Azzurra, com críticas sobre a perda de respeito no cenário europeu e mundial, segundo quem conhece os bastidores da seleção.

Éder Citadin, ex-atacante que atuou no Criciúma, São Paulo, Sampdoria e Inter de Milão, fala com propriedade sobre a trajetória recente. Ele naturalizou italiano, integrou o elenco que disputou a Eurocopa 2016 e hoje comenta a crise de mentalidade que, na sua visão, contribuiu para a queda do time.

Para o ex-jogador, a transição de Antonio Conte para Gian Piero Ventura marcou o início de erros de gestão. Ele afirma que a mudança de treinador, de um ciclo vitorioso para equipes de menor expressão, ajudou a dissipar o respeito internacional pela Itália. Além disso, aponta exemplos de postura disseminada na mídia global que reforçariam uma mentalidade derrotista.

A discussão também abordou a base do futebol italiano e o receio de convocar talentos naturalizados. Citadin critica a hesitação da Federação em convocar jogadores estrangeiros naturalizados e cita a ausência de figuras como Jorginho em momentos-chave, ressaltando que falta abertura para aproveitar habilidades que poderiam favorecer a equipe.

Jorginho e a polêmica da convocação

A discussão sobre Jorginho ganhou destaque nas redes e na imprensa italiana. O volante, hoje atuando pelo Flamengo, era visto como aporte para cobranças de pênalti e experiência em momentos decisivos, mas ficou de fora da lista de Gennaro Gattuso. Segundo Éder, esse receio de chamar naturalizados pesa no equilíbrio da seleção.

O ex-atacante afirma que, apesar dos elogios a jogadores como Barella e Locatelli, o desempenho de Jorginho em partidas intensas pode ser decisivo, especialmente em eliminatórias. Ele aponta a necessidade de abertura para talentos italianos que atuam fora do país ou que possuem dupla nacionalidade, desde que tragam qualidade ao time.

Além disso, Éder ressalta que a Itália precisa de mudanças estruturais desde a base, com políticas que incentivem o surgimento de novos jogadores e a exploração de potenciais talentos em clubes italianos. O objetivo é retornar ao topo do futebol mundial com equilíbrio entre tradição e renovação.

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