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Pausas para hidratação na Copa provocam discussão entre técnicos

Pausas de hidratação obrigatórias na Copa do Mundo 2026 geram debate entre técnicos sobre impacto no ritmo do jogo

Técnico da França, Didier Deschamps reclamou da pausa para hidratação em Brasil x França — Foto: Getty Images
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  • A partir da Copa do Mundo de 2026, todas as partidas terão pausas obrigatórias de hidratação de três minutos, testadas em amistosos da Data Fifa de março. Serão 104 jogos da competição.
  • A medida é para ajudar no calor extremo, com a Fifa coordenando com cidades-sede, estádios e agências de Canadá, México e EUA; haverá modelo escalonado de mitigação de calor.
  • O calor reduz desempenho físico e cognitivo, aumenta o risco de desidratação; especialistas destacam a importância de ações antes e durante o jogo, como coletes gelados e demais estratégias.
  • A pausa é a primeira em grande torneio a interromper todos os jogos no meio para hidratação; a Libertadores já adotou pausas semelhantes neste ano.
  • Emissoras poderão exibir comerciais durante esses intervalos, com janela de cerca de dois minutos e dez segundos, conforme acordo com a FIFA.

Pausas para hidratação passaram a fazer parte dos amistosos de treinamento e das batalhas pelas vagas para a Copa do Mundo de 2026. A medida, que será obrigatória em todas as partidas do torneio, foi testada neste período da Data Fifa de março, independentemente de local ou horário. O objetivo é reduzir os efeitos do calor extremo sobre atletas.

Técnicos e dirigentes divergem sobre o impacto, mas o tema ganhou espaço nas entrevistas coletivas. A implementação já está programada para as 104 partidas da Copa, com previsão de pausas de três minutos no meio de cada tempo, mesmo em jogos com clima ameno.

Impacto do calor

A Copa de 2026 terá predominância de jogos nos EUA, entre junho e julho, o que aumenta a preocupação com o calor. A Fifa coordena ações com cidades-sede e órgãos nacionais de Canadá, México e EUA, contando com suporte meteorológico dedicado. Medidas incluem nebulização e ampliação da distribuição de água, além de readequação de turnos.

Especialistas destacam que a hidratação ajuda, mas não resolve sozinha o problema da temperatura interna corporal. O máximo é mitigar, combinando ações antes, durante e após as partidas. Preparadores físicos ressaltam a importância de estratégias adicionais, como uso de itens frios.

Comercialização durante os intervalos

As emissoras deverão ter uma janela de cerca de dois minutos e 10 segundos para veicular comerciais nesses intervalos obrigatórios. O acordo entre a Fifa e as redes transmite a ideia de compensação financeira, com limites ajustados para as vendas de publicidade.

Estudos apontam que o clima extremo pode reduzir desempenho físico e cognitivo dos atletas e aumentar o risco de desidratação. Organizações e atletas acompanham de perto os impactos, especialmente em estádios com menor cobertura de sombra e ventilação.

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