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Interpol solicita prisão no Congo-Brazzaville contra Blaise Mayolas

Congo-Brazzaville solicita à Interpol mandado de prisão internacional contra Jean-Guy Blaise Mayolas, presidente da Fecofoot, condenado por desvio de US$ 1,1 milhão de recursos da Fifa

Jean-Guy Blaise Mayolas has been convicted of money laundering, forgery, use of forged documents and embezzlement.
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  • Autoridades da República do Congo-Brazzaville solicitaram à Interpol um mandado de prisão internacional contra Jean-Guy Blaise Mayolas, presidente da federação de futebol Fecofoot, por desvio de 1,1 milhão de dólares em recursos da FIFA.
  • Mayolas e familiares foram condenados por lavagem de dinheiro, falsificação, uso de documentos falsos e peculato em Brazzaville e receberam sentenças à revelia; Badji Mombo Wantete e Raoul Kanda pegaram cinco anos de prisão.
  • Eles fugiram do país antes do julgamento; há suspeitas de que estejam no Camarões ou na República Democrática do Congo; autoridades e forças policiais da região foram alertadas e atuam com unidades de inteligência financeira para bloquear ativos, com a participação de Tracfin.
  • A FIFA abriu processo disciplinar contra Mayolas, Wantete e Kanda por suposta má gestão financeira, incluindo conflito de interesses, falsificação e recebimento indevido de presentes.
  • Em 2015 Mayolas e Wantete receberam proibições de seis meses pela FIFA; o Congo foi suspenso pelo Ministério dos Esportes, mas foi reintegrado após Fecofoot retomar o controle, embora Mayolas e Wantete não puderam viajar para o congresso da FIFA.

Autores em Congo-Brazzaville pediram mandado internacional de prisão à Interpol contra Jean-Guy Blaise Mayolas, presidente da Federação Congolesa de Futebol (Fecofoot). A medida ocorre após Mayolas ter sido condenado a zero vida por desvio de US$ 1,1 milhão de fundos da FIFA.

Mayolas está foragido, junto com a esposa e o filho, após serem sentenciados neste mês a prisão perpétua por desvio de recursos da FIFA destinados ao plano de alívio Covid-19, em fevereiro de 2021. A expectativa é que estejam camuflados em Camarões ou na República Democrática do Congo.

As autoridades, em cooperação com forças policiais regionais, já anunciaram o congelamento de ativos ligados ao caso, com apoio de unidades de inteligência financeira, incluindo a Tracfin, da França. Os três na diretoria da Fecofoot também enfrentam investigações correlatas.

Desdobramentos legais e acusações

Condenação ocorreu em 10 de março, na Corte de Brazzaville, por lavagem de dinheiro, falsificação, uso de documentos falsos e usurpação de bens públicos. Badji Mombo Wantete, secretário-geral, e Raoul Kanda, tesoureiro, receberam penas de cinco anos de prisão cada.

A FIFA abriu procedimentos disciplinares contra Mayolas, Wantete e Kanda por supostas irregularidades financeiras. Entre as acusações estão conflito de interesse, falsificação e aceitação imprópria de presentes.

Desde a eleição de Mayolas, em 2018, surgem denúncias de uso de empresas de fachada para desviar recursos da FIFA. Em 2021, parte de US$ 500 mil enviados pela FIFA a Fecofoot como ajuda fez parte de pagamentos questionados, com declarouores apontando destinação inferior à anunciada.

Mayolas negou as acusações antes do desaparecimento, qualificado como conspiração pela defesa. Wantete também rejeitou as acusações. Em 2015, ambos receberam punição de seis meses pela FIFA por questões éticas.

O esporte congoleño enfrentou suspensões anteriores após investigações por fraudes. A FIFA baniu o país por interferência de terceiros, o que levou a Congo a perder partidas de qualifiers da Copa do Mundo contra Tanzânia e Zâmbia em março, com vitórias de 3 a 0 para os adversários.

O Congo foi readmitido após a Fecofoot retomar o controle da sede em Brazzaville. Mayolas e Wantete chegaram a ser impedidos de viajar ao congresso da FIFA no Paraguai e foram detidos dias depois.

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