- Conselho Deliberativo do São Paulo reprovou as contas de 2025 apresentadas pela gestão de Julio Casares (ex-presidente).
- A votação, realizada nesta quinta-feira, 26, terminou com 194 votos contra e 34 a favor, após a reunião ter começado na terça-feira, 25.
- A principal motivação foi a suspeita de saques atribuídos a Casares.
- O balanço, que apresentou superávit de R$ 56 milhões, deve passar por revisões e o relatório pode ser refeito; a reprovação pode atrasar planos financeiros da gestão atual, como empréstimos bancários.
- A gestão atual, liderada pelo presidente Harry Massis Júnior, enfrentou impeachment de Casares no início do ano, mas ele renunciou ao cargo antes de a análise terminar.
O Conselho Deliberativo do São Paulo reprovou nesta quinta-feira (26) as contas de 2025 apresentadas pela gestão de Julio Casares, em reunião realizada no clube. A decisão encerrou o ciclo de avaliação financeira do período.
A votação terminou com 194 votos contrários e 34 favoráveis, segundo apuração. A sessão começou na terça-feira (25) e só foi concluída no fim da tarde desta quinta. A discussão contemplou diversos itens do balanço.
Entre os pontos debatidos, o principal motivo para a reprovação foi a existência de saques considerados suspeitos realizados durante a gestão de Casares. A atual diretoria, liderada pelo presidente Harry Massis Júnior, tentava manter a aprovação.
Repercussões e próximos passos
Com a reprovação, o balanço deverá passar por revisões, com possibilidade de refeito do relatório. O documento, mesmo apresentando superávit de 56 milhões de reais, é visto como insustentável sem a validação dos dados contestados.
A direção atual alegava que a aprovação seria essencial para manter planos financeiros em curso, inclusive para empréstimos bancários previstos para esta temporada. A decisão, portanto, pode impactar a estratégia de captação de recursos do clube.
Contexto institucional
No início deste ano, Julio Casares enfrentava processo de impeachment, mas renunciou ao cargo antes da conclusão do procedimento. A renúncia afastou a possibilidade de continuidade direta de políticas anteriores, deixando o clube em meio a ajustes administrativos.
Entre na conversa da comunidade