- Grêmio tinha contrato de patrocínio com a Alfa que previa bônus de até R$ 17,5 milhões por novos clientes/apostadores.
- O acordo, assinado em fevereiro do ano passado, previa R$ 2,5 milhões se 500 mil novos clientes se cadastrassem; depois seriam pagos R$ 500 mil a cada 100 mil novos, até teto anual de R$ 5 milhões.
- O contrato tinha duração de três anos, totalizando possível remuneração de até R$ 165,5 milhões, incluindo patrocínio fixo de R$ 135 milhões e bônus de desempenho de até R$ 46,5 milhões.
- A Alfa deixou de pagar a partir de outubro; o Grêmio solicitou a rescisão em dezembro e acionou a Justiça, já cobrando R$ 7.837.894,13 e multa de R$ 21.064.395,69, totalizando R$ 28.902.289,82.
- O processo tramita em segredo de Justiça na 2ª Vara Cível do Foro Regional do 4º Distrito de Porto Alegre; caso similar envolvendo o Internacional também está em investigação, sem documentos públicos disponíveis.
O Grêmio rompeu com a casa de apostas Alfa, que não efetuou pagamentos desde outubro do ano passado. O acordo, assinado em fevereiro de 2023, previa bônus por aquisição de novos clientes na plataforma da Alfa.
Segundo documentos sigilosos aos quais a ESPN teve acesso, o clube poderia receber até R$ 17,5 milhões caso alcançasse metas de novos apostadores ao longo de três anos. O contrato previa R$ 2,5 milhões por 500 mil novos cadastros.
Além disso, haveria R$ 500 mil adicionais a cada 100 mil novos clientes, até o teto anual de R$ 5 milhões. O patrocínio total fixo era de R$ 135 milhões, com pagamento em três parcelas.
O total potencial poderia chegar a R$ 165,5 milhões, incluindo bônus por desempenho esportivo de até R$ 46,5 milhões. A Alfa entendia que clientes eram cadastrados via site ou app e que se identificassem como torcedores do Grêmio.
Situação jurídica
A Alfa deixou de pagar a partir de outubro de 2023, sem justificativa. O Grêmio acionou a empresa judicialmente em dezembro e pediu a rescisão contratual. Em parcelas vencidas, o clube exige cerca de R$ 7,84 milhões, mais multa de R$ 21,06 milhões, totalizando R$ 28,90 milhões.
O processo tramita em segredo de Justiça na 2ª Vara Cível do Foro Regional do 4º Distrito, em Porto Alegre. O Grêmio informou à ESPN que não se manifestaria, por sigilo da ação; a Alfa não foi localizada pela reportagem para comentários.
O caso guarda relação com outra operação da Alfa com o Internacional, também alvo de cobrança judicial, cujo andamento não teve acesso aos documentos. A ESPN permanece acompanhando o desdobramento.
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