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Bastidores da reunião do Corinthians que aprovou o afastamento de Tuma

Conselho Deliberativo do Corinthians vota pelo afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior, em meio a contestações sobre legalidade e possível encaminhamento à Justiça

Parque São Jorge, sede do Corinthians
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  • No dia 23, o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, por maioria, o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior, que preside o órgão (115 votos a favor, 15 contra e 7 abstenções).
  • A reunião, realizada no anfiteatro do Parque São Jorge, teve início com a presidência de Maria Ângela Ocampos, já que Tuma não participou por discordar da legalidade do processo.
  • Antes da sessão, foram solicitadas retiradas de pessoas não conselheiras; a primeira secretária chegou a encerrar a encontro, o que gerou resistência de parte dos presentes.
  • Denis Nieto Piovesan assumiu a presidência da votação; após o resultado, houve relatos de tensões entre conselheiros e debates sobre a legalidade do ato.
  • O caso deve seguir para a Justiça comum, segundo aliados de Romeu, e o vice‑presidente Leonardo Pantaleão afirmou não reconhecer a legalidade da reunião até que haja confirmação estatutária.

Na noite de segunda-feira (23), o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior, presidente do órgão. Foram 115 votos a favor, 15 contrários e 7 abstenções, em sessão realizada no anfiteatro do Parque São Jorge.

Maria Ângela Ocampos presidiu a reunião, já que Romeu Tuma não participou por entender que a votação não tinha embasamento legal. Antes do início, sócios e assessores foram convidados a deixar o local. A primeira secretária do CD encerrou a sessão, sob contestação de parte dos conselheiros.

Rubens Gomes, ex-diretor de futebol e conselheiro vitalício, questionou a presença de Maria na reunião devido a processo disciplinar em curso. Foi registrado ainda conflito entre conselheiros, com Peterson Ruan discutindo com Rubão, gerando tensão no anfiteatro.

Desdobramentos e legalidade

Denis Nieto Piovesan assumiu a condução da votação, após a retirada de Romeu. Miriam Athiê, conselheira vitalícia, contestou a convocação promovida por Osmar Stabile, pedido que gerou reação de Alexandre Husni. Após o resultado, poucos réus falaram à imprensa.

Felipe Ezabella comentou que a reunião não foi encerrada por decisão de Maria; Miriam destacou a necessidade de respeitar o processo legal e as etapas estatutárias para afastamentos. O clima no Parque São Jorge chamou atenção de torcedores e veículos de imprensa.

Próximos passos

Caso a legality seja contestada, a tendência é levar o caso à Justiça comum, com Romeu Tuma e seus aliados alegando irregularidade na condução. Leonardo Pantaleão, vice-presidente e presidente da Comissão de Ética, afirmou não reconhecer a validade da reunião até confirmação estatutária.

Pantaleão ressaltou que os atos institucionais seguirão o Estatuto Social, até verificação da conformidade. A atuação do CD permanece sob avaliação de autoridades internas e jurídicas do clube, com prazo para nova deliberação conforme tramitação estatutária.

Contexto legal e avaliação interna

O conflito envolve o Artigo 112 do Estatuto para a organização da reunião e o Artigo 82, que estabelece regras para convocação de encontros extraordinários. A defesa de Romeu Tuma sustenta que Osmar Stabile violou dispositivos ao convocar a sessão sem cumprir o rito adequado.

O estudo dos dispositivos estatutários continuará, com avaliação de procedimentos administrativos e discussão sobre legitimidade das escolhas feitas durante a sessão. As partes envolvidas indicam que a análise formal seguiria pelos caminhos judiciais competentes.

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