- A Comissão de Justiça alertou sobre o “risco iminente de intervenção judicial” caso a reunião extraordinária para afastar Romeu Tuma Jr. ocorra, citando vício de competência e irregularidades no devido processo estatutário.
- A reunião está marcada para segunda-feira, 23 de março de 2026, às 18h, na sede social do Corinthians.
- O Ministério Público já tinha ciência de ato administrativo irregular e acompanha o Inquérito Civil 695.708/2025 que pode levar à intervenção no clube.
- O conflito envolve Osmar Stabile, presidente da diretoria, e Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho Deliberativo, com acusações mútuas de desvio estatutário.
- O vice-presidente do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, apontou vício formal na convocação e pediu respeito ao estatuto.
O Corinthians enfrenta novamente uma crise interna que envolve o presidente Osmar Stabile e o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Jr. A reunião extraordinária convocada por Stabile visa deliberar sobre o afastamento provisório de Tuma Jr. do comando do CD, prevista para ocorrer na próxima segunda-feira, às 18h, na sede do clube.
A Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo emitiu um ofício pedindo o cancelamento da sessão, alegando vício de competência, ilegalidade da convocação e violação ao devido processo estatutário. O documento alerta para o risco de intervenção judicial devido a atos administrativos irregulares já identificados pelo Ministério Público.
O MP, por meio de representação, aponta possíveis irregularidades no processo e já tem em curso um inquérito de intervenção judicial no clube. A gravidade da acusação aumenta a tensão entre a diretoria executiva e o Conselho Deliberativo, com pedidos de afastamento em jogo.
O foco da polêmica permanece a condução da Reforma Estatutária do clube e a forma como a diretoria pretende gerir o afastamento de Tuma Jr., que já havia sido alvo de denúncias anteriores sobre condutas administrativas. A atuação do presidente do CD, por sua vez, sustenta que a convocação é inválida, por violar claramente o estatuto do clube.
Entre os atores envolvidos estão o conselheiro Corinto Baldoino Parreira, além de André Moreno, Alexandre Silveira e Fausto de Totti, que assinam o ofício contra a sessão. Do lado de Tuma Jr., há críticas à forma como o processo está sendo conduzido pela presidência.
Leonardo Pantaleão, vice-presidente do CD e presidente da Comissão de Ética, aponta vício formal na origem da convocação e reforça a necessidade de observar estritamente o estatuto. Ele afirma não reconhecer a legitimidade de tratar a reunião como válida sem os ritos estabelecidos.
O contexto envolve ainda acusações de ameaça ocorridas em uma reunião do Conselho, quando Stabile teria citado pressão para que Tuma aceitaria determinadas condições, afirmações que Tuma Jr. nega. O episódio gerou Boletim de Ocorrência e reação pública de ambos os lados.
O portal esportivo que acompanha o caso traz que a disputa entre Stabile e Tuma ganhou contornos de crise institucional, com o clube sob foco de procedimentos legais e debates sobre a reforma estatutária, com uma Assembleia Geral prevista para abril. A situação permanece sem conclusão e com desdobramentos a depender do andamento das ações judiciais e das votações internas.
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