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Senegal recorre ao TAS após Marrocos ser declarado campeão da CAN

Senegal recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte após a CAF declarar oficialmente Marrocos campeão da Copa Africana de Nações; decisão provoca reação e recurso

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  • A Federação Senegalesa de Futebol anunciou que recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) em Lausanne após a CAF declarar o Marrocos campeão da Copa Africana de Nações.
  • A CAF informou na terça-feira que Senegal perdeu a final por autorização de arbitragem (W.O.) ao deixar o campo em protesto contra um pênalti nos acréscimos.
  • O comitê de apelações da CAF alterou o resultado, dando a vitória oficial de 3 a 0 a Marrocos.
  • Os artigos 82 e 84 do regulamento determinam que abandonar o campo gera derrota e exclusão permanente, com o placar ratificado em 3 a 0 para o adversário.
  • O secretário-geral da federação senegalesa afirmou que o país não recuará e que a defesa dos direitos do futebol senegalês seguirá no TAS.

A Federação Senegalesa de Futebol informou nesta quarta-feira (18) que vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). O recurso busca reverter a decisão da CAF que mudou o título da Copa Africana de Nações para Marrocos.

A CAF havia anunciado na noite de terça-feira a atribuição da vitória a Marrocos. A decisão partiu de um recurso da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) e considerou o Senegal derrotado por W.O. na final.

Segundo a CAF, o Senegal deixou o campo antes do fim combinado sem a autorização do árbitro, o que resulta em derrota por abandono. O regulamento prevê a perda automática dos pontos e a ratificação do placar de 3 a 0 a favor do adversário.

Confira o contexto da decisão: Artigo 82 trata do abandono prematuro de campo como derrota, enquanto o Artigo 84 determina a exclusão permanente da equipe infratora e a confirmação do placar final. O novo resultado passou a ser 3 a 0 para Marrocos.

A resposta da Federação Senegalesa foi rápida. Em comunicado divulgado na plataforma X, o órgão chamou a decisão de injusta e afirmou que não reconhece o veredito. A entidade anunciou que acionará o TAS em Lausanne com a maior brevidade possível.

Abdoulaye Seydou Sow, secretário-geral da Federação, criticou a decisão em entrevista à Radiodiffusion Télévision Sénégalaise. Ele disse que “a lei está do nosso lado” e labelou o desfecho como vergonhoso para a África.

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