- O Tottenham não vence na Premier League em 2026, soma seis derrotas seguidas e está em 16º, a um ponto da zona de rebaixamento.
- O clube é um dos mais ricos do mundo, controlado pelo grupo ENIC; o presidente Daniel Levy deixou o cargo, com gestão passando ao Lewis Family Trust, que investiu no clube.
- Críticas à mentalidade de priorizar lucro em vez de ambição esportiva são frequentes, com ex-técnicos e analistas questionando a filosofia do clube.
- A equipe enfrenta lesões importantes, várias mudanças de treinador desde 2023/24 e uma sequência de contratações de jovens sem entregar títulos.
- O auge esportivo ocorreu sob Mauricio Pochettino (2014–2019); desde então o Tottenham tem feito aquisições expressivas, mas sem consolidar títulos, enfrentando dificuldades para competir pelos primeiros lugares.
O Tottenham vive crise marcada pela ausência de vitórias na Premier League em 2026, com seis derrotas seguidas na temporada — a maior sequência da história do clube. A equipe está na 16ª posição, a um passo da zona de rebaixamento, e enfrenta críticas por falta de ambição e erros recorrentes em campo.
O clube londrino, considerado o nono mais rico do mundo, passou por mudanças de comando e de gestão nos últimos anos. ENIC controla a maioria das ações desde 2000, com Levy à frente da gestão até setembro de 2024, quando parte do grupo Lewis Family Trust assumiu a presidência indireta.
A geração de receitas e o estádio moderno são vistos como referência no âmbito financeiro, mas o desempenho esportivo não acompanhou o crescimento. A saída de Levy foi vista como simbólica, porém sem garantia de mudança de postura administrativa.
Cenário esportivo recente
O Tottenham, vice-campeão da Champions em 2019, acumula títulos locais limitados e, neste século, conquistou apenas a Copa da Liga (2007/08) e a Liga Europa (2024/25). Entre os seis grandes da Inglaterra, é o que menos investe em salários.
O elenco jovem, fruto de uma política de contratações amplamente voltada a promessas, tem tido dificuldade para cumprir expectativas. Exemplos recentes incluem negociações que não se consolidaram e perdas de reforços para rivais ingleses.
A instabilidade se reflete em rotatividade de treinadores: Conte encerrou o ciclo em 2023, seguido por Mourinho, Nuno Espírito Santo, Postecoglou e, recentemente, Thomas Frank. Tudor assumiu de forma interina, sem resultados positivos até o momento.
Desafios para o trecho final da temporada
Lesões impactam o desempenho: Maddison está ausente desde agosto de 2025, e Kulusevski, artilheiro em 2024/25, ainda não estreou na campanha atual. A defesa tem apresentado falhas, contribuindo para resultados desfavoráveis.
A fase atual também envolve atrasos em respostas técnicas. Apesar de prometer jogar de forma proativa, o Tottenham tem enfrentado dificuldades para manter a posse de bola e controlar o ritmo dos jogos.
Expectativas próximas
O confronto com o Atlético de Madrid na Champions, no jogo de volta das oitavas, é visto como marco da temporada. Na Premier League, o desafio fica pela sobrevivência na zona de rebaixamento, com a distância de apenas um ponto para a primeira equipe fora do perigo.
A análise crítica aponta que, durante a era de Pochettino, o Tottenham chegou perto de títulos importantes, mas não consolidou o estágio de conquista. O período foi marcado por contratações que não elevaram o clube a patamares superiores de competição.
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