- Irã sinalizou que não disputará a Copa do Mundo de 2026, com partidas programadas nos Estados Unidos, México e Canadá a partir de junho.
- O regulamento não define critérios claros para substituições; o artigo sexto dá à Fifa o poder de decidir a necessidade de substituição a seu critério.
- Se desistir, o Irã pode ser substituído por outra associação, conforme decisão da Fifa; há punições financeiras para desistências, com valores mínimos de 250 mil francos suíços e reajustes conforme o timing.
- O ministro do Esporte do Irã afirmou que a seleção masculina não irá ao torneio, em meio a tensões internacionais e críticas ao regime dos EUA.
- A Fifa busca solução diplomática, citando precedentes de repescagem em casos de vagas contíguas; ainda não houve comunicado formal da federação iraniana à entidade.
O Irã avaliou a possibilidade de abrir mão da vaga na Copa do Mundo de 2026, marcada para os EUA, Canadá e México. A decisão pode ocorrer em meio a tensões com os Estados Unidos e Israel e impactos sobre a própria equipe nacional. Nesta quarta, o ministro do Esporte do Irã informou que a seleção masculina não participará do torneio.
A hipótese de desistência já era discutida, mas ganhou impulso com declarações oficiais locais, ainda sem comunicado formal à FIFA. A Copa do Mundo segue em funcionamento, e a FIFA terá de decidir sobre a substituição caso haja desistência.
Regulamento e substituição
O regulamento da Copa do Mundo 2026 não define critérios claros para substituir uma equipe desistente. O artigo 6.7 estabelece que a FIFA decide a seu critério e pode substituí-la por outra associação.
Antes disso, o regulamento prevê multas mínimas de 250 mil francos suíços para desistências até 30 dias antes do início, com dobramento se ocorrer até o jogo de abertura. Além disso, há reembolso pela preparação e demais custos.
Cenário diplomático e desdobramentos
A FIFA busca resolver a situação de forma diplomática, esperando que o Irã permaneça na competição. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter conversado com o presidente americano, que reiterou a participação natural da seleção iraniana.
Apesar disso, o ministro iraniano do Esporte afirmou que o Irã não disputará os EUA, com partidas marcadas em Los Angeles e Seattle contra Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A declaração reforça o impasse entre as partes.
Outras consequências e contexto regional
Na Austrália, o governo concedeu asilo a atletas iranianas que disputavam a Copa da Ásia, após pressão internacional. A atuação gerou debates sobre o ambiente de competição no país anfitrião, com repercussões para o movimento esportivo iraniano.
O Irã já enfrentou dificuldades na organização de jogos internacionais por restrições de vistos, o que levou a mudanças logísticas antes de competições importantes. O país ainda não enviou comunicado formal à FIFA sobre a participação no Mundial.
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