- No dia 7 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher, houve relato de assédio durante jogo da Série A4 do Paulista entre Comercial e Nacional, em Ribeirão Preto, com a médica Bianca Francelino de Oliveira atuando na comissão técnica do Nacional.
- A árbitra Ana Caroline D’Eleutério de Sousa Carvalho registrou na súmula que torcedores do Comercial teriam segurado e apontado a genitália em direção à médica, durante o confronto no Estádio Palma Travassos.
- A arbitragem acionou o protocolo e comunicou o ocorrido ao público pelo sistema de som; o torcedor envolvido permaneceu na arquibancada até o final da partida, que terminou 2 a 0 ao Comercial.
- Bianca relato que já havia ocorrido assédio antes, com desrespeito envolvendo pessoas na grade e discussões entre comissão técnica e torcedores; ela destacou ter recebido mensagens e comentários após o caso se tornar público.
- Comercial, Nacional e a Federação Paulista de Futebol divulgaram notas de repúdio e disseram que o caso será encaminhado às autoridades competentes para identificação e punição dos responsáveis.
O dia 7 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher, ficou marcado por um alegado caso de violência contra uma profissional de futebol. Em Ribeirão Preto, durante a partida entre Comercial U20 e Nacional pela Série A4 do Paulista, a médica Bianca Francelino de Oliveira registrou ter sido alvo de assédio durante o jogo. A árbitra Ana Caroline D’Eleutério de Sousa Carvalho integrou a súmula, informando o ocorrido.
Conforme o relato, um torcedor teria segurado e apontado a genitália em direção à médica, que atuava na área do banco de reservas. A situação gerou tensão entre membros da comissão técnica do Nacional e torcedores do Comercial próximos ao alambrado, levando o acionamento do protocolo de conduta previsto para casos de assédio. A partida seguiu até o final com vitória do time da casa por 2 a 0.
Bianca Francelino detalhou à ESPN que já havia ocorrido assédio antes de o episódio ficar claro, com brincadeiras de teor inadequado durante a partida. Ela relatou que houve confronto entre os envolvidos e que, ao final, a arbitragem informou ao público o desencadeamento do protocolo. A médica afirmou que, apesar do preconceito ainda existente, pretende seguir atuando no futebol profissional.
Comportamento institucional e repúdio
Comercial e Nacional emitiram notas de repúdio ao fato, assim como a Federação Paulista de Futebol. A FPF informou que acionou as autoridades competentes para responsabilizar os envolvidos. A entidade reiterou que o futebol paulista não deve servir de palco para preconceito ou discriminação.
A equipe do Nacional informou que ofereceu apoio à médica vítima e que manterá medidas para coibir episódios semelhantes. O Comercial, por sua vez, indicou que não tolera condutas inadequadas e que colaborará com as investigações. A partida foi a nona rodada do Paulistão A4, e Bianca é natural de Ribeirão Preto.
Entre na conversa da comunidade