- A seleção feminina do Irã deixou a Austrália com cinco jogadoras que abandonaram a concentração e pediram asilo no país.
- A delegação voou de Sydney para Kuala Lumpur na terça-feira, 10, e deve seguir viagem de volta ao Irã a partir de lá.
- As atletas, incluindo a capitã Zahra Ghanbari, foram chamadas de “traidoras” pelo regime iraniano por não cantarem o hino antes de uma partida da Copa da Ásia.
- O ministro do Interior da Austrália, Tony Burke, confirmou a aprovação dos vistos humanitários para as cinco jogadoras, citando risco de perseguição no retorno ao Irã.
- Segundo a imprensa, ao menos outras duas jogadoras também solicitaram asilo; organizações humanitárias destacam o risco de represálias caso retornem ao Irã.
A seleção feminina de futebol do Irã voltou incompleta da Austrália, onde disputou a Copa da Ásia. Cinco jogadoras pediram asilo e permaneceram no território australiano, segundo veículos locais.
As atletas fugiram do hotel onde a equipe estava concentrada na madrugada de segunda-feira. Elas foram levadas pela polícia a um local seguro e receberam visto humanitário, conforme anunciando pelo governo australiano.
A delegação viajou de Sydney para Kuala Lumpur nesta terça, 10, para seguir rumo ao Irã. A decisão de conceder asilo foi motivada pelo risco de perseguição caso retornassem ao Irã, afirmou o ministro do Interior, Tony Burke.
Entre as beneficiadas está a capitã Zahra Ghanbari, que integra o grupo que não cantou o hino antes da partida pela Copa da Ásia. Segundo a imprensa, ao menos outras duas jogadoras também solicitaram asilo.
O processo ocorreu após conversas entre autoridades australianas e as jogadoras ao longo de vários dias, segundo Burke. A medida ocorre em meio a tensões regionais e a contextos de guerra na região.
Pelo menos 26 integrantes da delegação iraniana chegaram à Austrália poucos dias antes do início de ataques que atingiram a região, com relatos sobre impactos políticos e de direitos humanos. O governo australiano confirmou que o asilo permanece sob avaliação e que as jogadoras estão seguras.
Especialistas apontam que a decisão de permanecer na Austrália envolve riscos e incertezas para as atletas, especialmente em relação à possibilidade de retorno ao Irã. Organizações de defesa dos direitos humanos destacam o cuidado com possíveis represálias.
A Copa da Ásia feminina, disputada pela primeira vez pela seleção do Irã em 2022, na Índia, gerou simbolismo importante no país. Em território iraniano, as jogadoras costumam enfrentar restrições de mobilidade e expressão.
Contexto internacional
- Adoção de asilo envolve governos e organizações de direitos humanos.
- Repercussões políticas podem acompanhar a decisão de permanecer fora do Irã.
- Países anfitriões costumam manter diálogo para a proteção das atletas.
Entre na conversa da comunidade