- Daniel Vorcaro mentiu ao Atlético Mineiro sobre a origem do aporte de R$ 300 milhões na SAF, conforme notificação enviada ao banqueiro em outubro de 2025.
- A notificação exige, em 48 horas, explicações sobre a estrutura do investimento e aponta discrepâncias entre o que foi declarado ao clube e dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
- O investimento, feito entre 2023 e 2024, resultou na aquisição de 26,88% da Galo Holding S.A., controlador da SAF, por meio do Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.
- O Atlético afirmou que o fundo é regular, que não participa da gestão e que os aportes foram realizados conforme governança, sem envolvimento do clube em decisões financeiras de terceiros.
- Em cadeia de fundos vinculados a Vorcaro, investigações apontam possível ocultação de beneficiários. Vorcaro foi preso pela PF em novembro de 2025, liberado later… e voltou a ser detido em 4 de janeiro de 2026 por ordem do STF, em meio a investigações.
Daniel Vorcaro, empresário e dono do Banco Master, foi acusado de informar ao Atlético Mineiro uma versão divergente sobre a origem de um aporte de 300 milhões de reais no clube. A SAF notificou o banqueiro em outubro de 2025, solicitando transparência em 48 horas.
A notificação aponta discrepâncias entre o que foi declarado ao clube e dados registrados na CVM. Segundo o material obtido pelo UOL, o fundo Galo Forte FIP voltou a levantar dúvidas sobre a titularidade real das cotas.
Envolvidos diretos são Vorcaro, o fundo Galo Forte e a gestora Trustee, administradora do FIP. O Atlético pediu explicações sobre a cadeia de investimentos, já que o aporte envolveu um veículo utilizado para comprar participação no clube.
O aporte foi feito em duas parcelas: 100 milhões em 2023 e 200 milhões em 2024, totalizando 300 milhões por cerca de 26,88% da Galo Holding S.A., detentora de 75% das ações da SAF atleticana.
A estrutura de fundos envolve uma cadeia de cinco veículos, todos ligados à Reag Investimentos. O modelo, conhecido como fundo sobre fundo, levanta questões sobre o controle e o beneficiário final.
O Atlético informou que o Galo Forte é veículo regular, com atuação conforme a lei e registro na CVM. O clube destacou que não participa da gestão nem da estrutura, cotistas ou operações do fundo.
A Procuradoria de São Paulo investiga a cadeia de fundos devido a indícios de ocultação de beneficiários e possível ligação a esquemas de lavagem de dinheiro no contexto da Operação Carbono Oculto.
Em novembro de 2025, Vorcaro foi preso ao tentar embarcar para a Europa, após a PF indicar fuga. Ele foi solto com tornozeleira eletrônica, e o Atlético afastou-o do conselho da SAF. A prisão ocorreu novamente nesta semana, sob decisão do STF.
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