- Guilherme Martin, gaúcho de 33 anos, vai percorrer mais de 14 mil quilômetros de Porto Alegre até os Estados Unidos em três meses para acompanhar a seleção brasileira na Copa, com previsão de chegar a Miami no fim de maio.
- O fusca azul de 1971 foi adaptado com cama, geladeira automotiva e mini cozinha; o motor e os pneus vieram do fusca antigo, que já foi apreendido no Uruguai, e a nova identidade visual traz listras verdes e amarelas e a bandeira do Brasil.
- A travessia inclui quatorze países, com envio do fusca por navio em container para o Panamá; Guilherme estima gastar cerca de R$ 100 mil, já parcialmente pago por patrocínios e restante pela vaquinha online e venda de souvenirs.
- O planejamento utiliza rotas já testadas na América do Sul e prevê passagem pela fronteira para o Panamá; haverá pausas de aproximadamente a cada cento quilômetros no Deserto do Atacama por causa do calor e do risco de superaquecimento do motor.
- O roteiro começa em Porto Alegre e passa por Santa Catarina, Marco das Três Fronteiras (Foz do Iguaçu), Paraguai, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia, com retorno estimado em mais três meses, chegando ao Rio Grande do Sul no final de outubro.
Guilherme Martin, 33 anos, de Porto Alegre, deixará a capital gaúcha a caminho dos Estados Unidos para acompanhar a seleção brasileira na Copa do Mundo. Serão mais de 14 mil quilômetros percorridos em três meses, com chegada prevista a Miami no fim de maio. A viagem ocorre sem ingressos garantidos, apenas com o planejamento de acompanhar jogos pela América do Norte.
O torcedor viaja a bordo de um fusca azul, fabricado em 1971, que teve a estrutura interna adaptada com cama, geladeira automotiva e mini cozinha. A parte externa recebeu novas listras verdes e amarelas e a bandeira do Brasil. O motor e as rodas são dos componentes do fusca antigo, recuperados no Uruguai antes da partida rumo à América.
Percurso e logística
A rota envolve 14 países, com uma travessia de container para levar o fusca da Colômbia ao Panamá. Guilherme estima gastar cerca de R$ 100 mil, já parcialmente financiados por patrocínios; o restante deve vir de vaquinha online e de venda de souvenirs. A ideia é seguir estradas durante o dia, com paradas planejadas ao longo do trajeto.
A primeira etapa sai de Porto Alegre e segue, inicialmente, para o extremo oeste de Santa Catarina, depois ao Marco das Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu. O percurso cruza Paraguai, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia. No Panamá, o fusca será enviado por navio; ele seguirá de avião até o país centro-americano para retomar a viagem terrestre.
Desafios e experiências anteriores
O viajante já formou parte da história recente ao sofrer a apreensão do fusca ao atravessar o Uruguai em 2024, durante uma passagem com 50 miniaturas do troféu da Libertadores. A demora de solução levou Guilherme a adquirir um fusca novo, que inicialmente ficou azul, e a retomar a iniciativa apenas meses depois.
Entre os incidentes passados, houve ainda necessidade de reparar o para-brisa na Argentina, o que gerou custo de cerca de US$ 400. Em meio às dificuldades, ele explica que abriu lives para vender troféus e manter o projeto. Parte do antigo fusca permanece presente na viagem, com o motor e pneus instalados no veículo atual.
Desafios técnicos e estratégias
O retorno envolve a travessia do Deserto do Atacama, que impõe altas temperaturas e o risco de fundição do motor refrigerado a ar. Guilherme planeja pausas periódicas, a cada aproximadamente 100 quilômetros, para evitar superaquecimento. Ele também ressalta que a viagem não depende de violência, mas há cautela com imprevistos.
Ao chegar aos Estados Unidos, a expectativa é permanecer no país até o fim da Copa, com planos de retornar ao sul do Brasil após a competição. O roteiro completo, com paradas e ajustes, foi definido com base em mapas e indicações de amigos, buscando flexibilidade para enfrentar imprevistos.
Entre na conversa da comunidade