- O Brasileirão tem visto mais jogadores europeus atuando no torneio, com crescimento ano após ano, especialmente a partir do segundo semestre de 2024.
- Memphlis Depay, Dimitri Payet e Saúl Ñíguez já estiveram ou estão entre os nomes de destaque que chegaram ao Brasil, reforçando a presença europeia no campeonato.
- Em 2026, a iminente chegada de Jesse Lingard ao Corinthians é apontada como mais um indicativo do fluxo inverso de talentos vindos da Europa.
- Outros casos recentes incluem Gonçalo Paciência, que jogou pelo Sport na última temporada, e Payet, que já havia atuado pelo Vasco, além de Saúl Ñíguez, no Flamengo no segundo semestre do ano anterior.
- Analistas apontam que a valorização do futebol brasileiro no exterior, a profissionalização dos clubes, o crescimento de transmissões internacionais e o avanço das sociedades de fisca (Sociedades Anônimas) contribuíram para atrair jogadores europeus.
A chegada de jogadores europeus ao Brasileirão ganha força, marcando um fluxo inverso em relação ao passado. Nomes com passagem por grandes ligas estão se estabelecendo no futebol brasileiro desde a segunda metade de 2024 e seguem a tendência em 2026.
Entre os atletas destacados, Memphis Depay abriu caminho ao acertar com o Corinthians aos 30 anos, destacando que buscava novos objetivos e reconhecendo a tradição do futebol brasileiro como referência mundial. Ele citou a competitividade histórica do Brasil ao justificar a decisão.
Depay ressaltou ainda que o Brasil é visto como a “Meca” do futebol, com o jogo bonito amplamente reconhecido. Para ele, crianças na Europa enxergam o país como inspiração, indo além do aspecto esportivo para compreender a cultura local.
Outro exemplo marcante é Gonçalo Paciência, de Portugal, que passou pelo Sport na temporada anterior. Ao chegar ao Brasil, ele associou o movimento ao crescimento da visibilidade do Brasileirão e ao atual apelo internacional do campeonato.
Antes dele, Dimitri Payet já havia desembarcado no Vasco, abrindo caminho para a presença de talentos europeus no cenário nacional. Saúl Ñíguez, ex-Atlético de Madrid e Chelsea, firmou contrato com o Flamengo no segundo semestre do ano passado.
A aquisição de Jesse Lingard pelo Corinthians amplia ainda mais a presença de atletas formados no futebol europeu no Brasileirão. O atacante inglês, com passagem pela Premier League, é visto como protagonista de projeção internacional no torneio.
O fluxo de saída de europeus para o Brasil, que antes predominava, passa a conviver com chegadas de jogadores em diferentes fases da carreira. A maior exposição internacional do Brasileirão, com transmissões externas e mais investimentos, atende ao movimento.
Analistas apontam um papel relevante das apostas esportivas como patrocinadoras das principais equipes, fortalecendo a profissionalização dos clubes e criando condições para contratar e manter nomes renomados. O setor eleva salários e poder de compra.
Para o empresário Anselmo Paiva, a profissionalização dos clubes, aliada ao aporte das *bets*, elevou o patamar financeiro do futebol brasileiro, aproximando salários de ligas europeias médias. Ele destaca a relação de mercado entre clubes e patrocínios.
Tsuney Okasaki, agente Fifa, concorda que o Brasil atrai grandes nomes e nota dificuldade de ligas secundárias, como a japonesa, em competir pelo talento brasileiro. Ele acredita que as SAFs fortalecem financeiramente os clubes nacionais.
Ainda segundo Okasaki, o cenário atual favorece atletas de alto nível vindos do exterior. Ele aponta que o Brasil, com maior atratividade financeira, passa a oferecer condições que não estavam presentes há alguns anos.
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