- Edu Dracena afirmou que tanto Santos quanto Corinthians têm tamanho e torcida para retornar ao protagonismo, desde que haja estabilidade e planejamento com menos interferência política.
- O ex-zagueiro pediu paciência no processo de reconstrução, reconhecendo a existência de dívida bilionária no Corinthians e a necessidade de trabalho gradual.
- Dracena elogiou a gestão de Marcelo Stabile no Timão, destacando a intenção de mudar a mentalidade e permitir que ele trabalhe.
- Sobre o Santos, ele apontou que a crise é antiga e está ligada a disputas internas e à influência da política do clube, que dificulta blindar o futebol.
- Mesmo com o cenário conturbado, o ex-jogador disse acreditar na salvação do clube, ressaltando que a marca Santos é gigante e precisa de prioridade ao time.
O ex-zagueiro Edu Dracena, comentarista do CNN Esportes S/A, analisou o momento de Santos e Corinthians. Ele destacou problemas estruturais e a necessidade de mudança de mentalidade para a recuperação. O programa foi exibido neste domingo.
Dracena ressaltou que ambos os clubes têm porte e torcida para retomar o protagonismo, desde que haja estabilidade, planejamento e menos interferência política no futebol. A cautela norteou sua avaliação.
Sobre o Corinthians, ele apontou caminho possível para sanar a crise financeira e administrativa. Observou que a dívida bilionária é um entrave, mas enfatizou que mudanças na gestão são essenciais para avançar.
> O caminho passa por quem está no clube querer mudar, afirmou Dracena, citando a atuação do atual presidente, que, segundo ele, mostra intenção de mudar a mentalidade do time. A ideia é paciência no processo.
Ele lembrou que a dívida é alta, quase 3 bilhões, e que não há solução rápida. O ex jogador disse que o trabalho deve ser feito aos poucos, com esforço contínuo e estratégica de longo prazo.
Dracena destacou a chegada de novos nomes na gestão e manifestou confiança na condução do processo. A recomendação foi permitir que a direção atual trabalhe sem pressa externa, para resultados estáveis.
Santos e a política
Ao comentar o Santos, ele apontou que a crise não é recente e envolve disputas internas. Segundo o comentarista, a dificuldade de blindar o futebol está ligada à natureza política do clube.
Ele mencionou que no Santos haveria uma troca frequente de profissionais e de pessoas ligadas às eleições, o que, na visão dele, é prejudicial ao desempenho esportivo. A rotatividade seria excessiva.
Dracena questionou a frequência de diretores, treinadores e jogadores ao longo dos anos, sugerindo que o problema pode não ser de competência, mas de ambiente. O ambiente conturbado impacta o campo.
Apesar das críticas, o comentarista manteve a esperança de recuperação. Afirmou que a marca Santos é gigante e que, para avançar, é preciso priorizar o clube em detrimento de interesses internos.
O programa CNN Esportes S/A chega à 129ª edição, com a visão de economia e negócios por trás do esporte. A cada episódio, o foco é entender bastidores e impactos financeiros do futebol brasileiro.
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