- O deputado federal Beto Pereira (PSDB-MT) pediu audiência pública para discutir entraves na criação de uma liga no futebol brasileiro.
- Estão convidados Alessandro Barcelos (presidente do Internacional e da FFU), Silvio Matos (CEO da Libra), presidentes de Grêmio e Sport, além de representantes da Série B, da CBF e do CADE.
- A justificativa é o acúmulo de polêmicas entre FFU e Libra, blocos responsáveis pela venda de direitos de transmissão, criados para aproximar clubes e viabilizar a liga.
- O Sport Recife contesta a FFU, dizendo que os clubes são aprisionados em uma relação jurídica desigual e que há insatisfação de 18 clubes da Série B com a condução das negociações.
- A Libra enfrenta crise com o Flamengo, que pediu bloqueio de repasses de cerca de R$ 77 milhões; o clube diz receber menos do que a sua parcela de torcida justificaria, gerando atritos e saídas de clubes como Vitória, Atlético-MG e Grêmio.
O Deputado Federal Beto Pereira (PSDB-MT) pediu uma audiência pública para debater entraves na criação de uma liga no futebol brasileiro, em meio ao impasse entre FFU e Libra. A iniciativa visa esclarecer caminhos para consolidar a liga e ampliar a governança.
No documento, Pereira convidou Alessandro Barcelos, presidente do Internacional e da FFU, Silvio Matos, CEO da Libra, além dos presidentes de Grêmio e Sport, representantes da Série B, da CBF e do CADE. A intenção é ouvir diferentes vozes sobre o tema.
A convocação surge diante de polêmicas entre FFU e Libra, blocos responsáveis pela venda de direitos de transmissão, criados com a ideia de unir clubes para viabilizar a liga brasileira. A audiência busca entender o atual impedimento.
Conflitos entre FFU e Libra
O Sport Recife acusa a FFU de manter relação jurídica considerada desigual, ferindo a Lei Geral do Esporte, e outros 18 clubes da Série B manifestaram insatisfação com a condução das negociações. A centralização de decisões é apontada como entrave.
O documento também aponta dúvidas sobre a imparcialidade, por participações societárias entre investidores da FFU e a agência LiveMode. Controle concentrado seria visto como risco à defesa dos interesses dos clubes.
A crise entre Libra e Flamengo é citada como exemplo. O clube carioca recorreu à Justiça para bloquear repasses, alegando injustiça na distribuição entre os clubes do bloco. A ação atinge valores considerados relevantes no acordo.
Impactos financeiros e descontentamentos
Segundo o pleito, o Flamengo estariam recebendo parcela menor do que sua torcida e participação sugerem, estimando cerca de 10,41% da receita, apesar de controlar uma parcela significativa da base de torcedores. A disputa afeta clubes com necessidades financeiras.
A novela envolve ainda outros clubes que reclamam da paralisação de receitas e tem causado descontentamento com a condução das negociações pela Libra, que busca reorganizar o fluxo de novas receitas para os times. A tensão tem influenciado a permanência de integrantes no bloco.
A reportagem analisada pela ESPN mostrou que o cenário gera incertezas sobre a viabilidade da Libra e das propostas de uma liga unificada, enquanto clubes avaliam caminhos para manter receitas e governança. O debate público busca reduzir insegurança entre as equipes.
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