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Análise do Guffo: o que a Recopa revela sobre o Flamengo

Lanús explora transições e expõe ausência de ligação entre setores no Flamengo; treinador precisa definir plano A e recuperar o jogo de associação

Filipe Luís e Bruno Henrique lamentam a derrota do Flamengo na Recopa (Foto: Jorge Rodrigues/ Agif/Gazeta Press)
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  • Flamengo sofreu derrota em ambos os jogos da Recopa Sul-Americana diante do Lanús.
  • Análise aponta falta de ligação entre os setores: ausência de meias e de associação curta, gerando excesso de bolas diretas na área.
  • Nas duas partidas, o time abusou de lançamentos longos, totalizando quarenta e seis bolas longas.
  • Lanús explorou transições rápidas e controle do ritmo, mostrando que o Flamengo precisa de um plano A funcional e de menos improviso.
  • O técnico Filipe Luís precisa definir o estilo do time: manter a posse com ligações entre linhas ou avançar com mais velocidade pelas pontas, com estrutura de coberturas para evitar perdas.

O Flamengo foi derrotado nas duas partidas da Recopa Sul-Americana pelo Lanús. A derrota se confirmou na soma de resultados dos dois jogos, com o time brasileiro enfrentando dificuldades para impor seu estilo de jogo durante o duelo continental.

Na análise tática, o Flamengo tentou manter uma linha de três em alguns momentos, mas faltou o chamado “miolo” da equipe: criadores entrelinhas, rota de passe curto e ocupação de espaços para desorganizar o bloco adversário. Em ambas as partidas, houve grande volume de bolas longas, conforme dados da análise, com 46 lançamentos superiores a 40 metros, evidenciando desequilíbrio na transição.

O Lanús adotou postura mais cautelosa quando necessário e explodiu em momentos de transição, aproveitando o espaço deixado pelo ritmo desequilibrado do Flamengo. A estratégia colocou em evidência um problema estrutural do elenco de Filipe Luís: a troca de peças não alterou a lógica tática do time, que passou a depender de improvisos e de jogadas diretas, sem um plano A claro.

Desempenho e leitura tática

Para o técnico Filipe Luís, o desafio envolve definir o caminho a seguir: manter a identidade de posse associativa, com circulações rápidas e busca por vezes entrelinhas, ou apostar em aceleração pelas laterais e maior volume na área. A falta de uma referência fixa no ataque também foi apontada como entrave, exigindo soluções rápidas para calma na construção. A continuidade do planejamento dependerá de ajustes no desenho do time e na ocupação de espaços.

A temporada ainda oferece espaço para correções, especialmente no calendário do primeiro semestre. A partir de agora, o Flamengo precisa consolidar saída de bola, controle emocional em partidas de alta intensidade e manter o elenco caro como ferramenta funcional. Se houver clareza tática e aplicação prática, o tropeço na Recopa pode se transformar em aprendizado estratégico para o clube.

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