- Lanús e Flamengo duelam pela Recopa Sul-Americana; o primeiro jogo terminou com vitória argentina por 1 a 0 e a decisão ocorre no Brasil.
- O elenco do Lanús está avaliado em 43,6 milhões de euros, quase o mesmo que o gasto do Flamengo com a contratação de Lucas Paquetá (42 milhões de euros).
- O total do elenco rubro-negro é estimado em 223,8 milhões de euros, mais de cinco vezes o valor do Lanús.
- O jogador mais valorizado do Lanús é o meia Marcelino Moreno, avaliado em 5,1 milhões de euros; ele foi contratado junto ao Coritiba por 2,7 milhões de euros.
- A diferença reflete mercados e patrocínios: o Flamengo tem patrocínios acima de 260 milhões de reais por ano, enquanto o Lanús recebe parcela bem menor; as premiações também são mais expressivas no Brasil.
O Flamengo enfrenta o Lanús nesta quinta-feira pela Recopa Sul-Americana, em partida de decisão entre o campeão da Libertadores e o da Sul-Americana de 2025. O primeiro jogo, realizado em Buenos Aires, terminou 1 a 0 para os argentinos, mantendo a vaga aberta para o duelo no Brasil.
No aspecto financeiro, o elenco do Lanús está avaliado em 43,6 milhões de euros, segundo a estimativa do Transfermarkt. O valor é próximo ao gasto do Flamengo com a contratação do meia Lucas Paquetá, de 42 milhões de euros. O domínio financeiro do clube brasileiro é destacado ao se considerar o valor global do elenco rubro-negro, estimado em 223,8 milhões de euros.
O Flamengo é apontado como o elenco mais valorizado da região, com diferença expressiva em relação ao Lanús. O Lanús tem como jogador mais valorizado o meia Marcelino Moreno, avaliado em 5,1 milhões de euros. Moreno foi contratado junto ao Coritiba por 2,7 milhões de euros, tornando-se a compra mais cara da história do clube.
Especialistas destacam que o abismo financeiro entre os clubes brasileiros e argentinos reflete diferenças estruturais do mercado nacional. Um cenário de maior captação de recursos no Brasil é apontado como resultado de gestão financeira, contratos de transmissão e tamanho do mercado interno.
Para o mercado, o tamanho da SAF brasileira e a legislação atual ajudam a ampliar o fosso. Analistas ressaltam que a capacidade de geração de receitas, associada a patrocínios e contratos de transmissão, coloca clubes brasileiros em patamar superior de investimento.
A superioridade econômica brasileira tem impactos diretos nos resultados da Libertadores. Desde 2019, apenas clubes brasileiros levantaram o troféu, com poucos finalistas argentinos nesse período. Em 2026, o Brasil igualou o número de títulos da Argentina na história da competição.
Patrocínios e premiações reforçam a distância entre as ligas. O Flamengo recebe receitas de patrocínio acima de 260 milhões de reais por ano, enquanto o Lanús deve fechar acordo próximo de 12 milhões anuais. Os valores de premiação também são discrepantes entre Brasil e Argentina.
Segundo o advogado Cristiano Caús, a diferença entre premiações brasileiras e argentinas é significativa, refletindo o caráter mais robusto das ligas nacionais. A disparidade aparece tanto em premiações quanto nas receitas de transmissão e patrocínio.
Entre na conversa da comunidade