- A Displan informou à Justiça do RS que não houve acordo com o Inter e pediu o prosseguimento da execução, com penhora caso não haja pagamento de dívidas que somam R$ 60.337.211,80.
- O principal débito é de R$ 10.370.261,50 referente a um empréstimo feito em 2018.
- Em dezembro, o Inter pediu tempo para tratar um acordo, alegando dificuldade econômica, mas a suspensão do processo foi derrubada na última quarta-feira após a Displan anunciar que não houve acordo.
- Dois processos somam R$ 33.923.876,60 de cobrança do agente, com prazo de três dias para pagamento após citação e 15 dias para defesa.
- Existe ainda uma quarta ação, de R$ 16.443.073,73, que está conclusa e sem decisão até o momento.
A Displan, empresa do empresário Delcir Sonda, informou à Justiça do Rio Grande do Sul que não houve acordo com o Internacional e pediu a penhora de bens do clube caso não haja pagamento de uma das dívidas, que somam R$ 60.3 milhões. A petição foi enviada na noite de quarta-feira (24) à 3ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre.
No processo, a Displan cobra R$ 10.37 milhões por um empréstimo feito em 2018. O Inter havia apresentado defesa no fim de 2025, solicitando prazo para esgotar tratativas de acordo, alegando estar em situação econômica desfavorável.
O Inter argumentou que manter a execução com medidas constritivas seria temerário e prejudicial às atividades do clube, que enfrenta grave crise financeira. Além disso, o clube apontou cobrança excessiva por parte do agente, estimada em cerca de R$ 1.05 milhão, e requereu efeito suspensivo para evitar bloqueios.
Conforme o Estado, as negociações iniciadas em dezembro levaram a uma suspensão temporária do processo, em razão da saúde de Delcir Sonda, hospitalized na ocasião. Com parecer dos advogados, o Inter obteve a suspensão por algum tempo, mas a nova petição retomou a tramitação.
Na última segunda-feira, a juíza Fabiana Zaffari Lacerda, da 6ª Vara Cível, determinou que o Inter pague o débito total de R$ 33.923.876,60 em 3 dias a contar da citação, com ordem de penhora e avaliação, além de 15 dias para defesa em ambos os casos.
Há ainda uma quarta ação, na qual a Displan cobra R$ 16.443.073,73. Até o momento, não houve decisão do tribunal nessa ação, que continua conclusa para parecer do juiz.
O Internacional não se pronunciou à ESPN sobre o assunto até o fechamento deste texto. A reportagem permanece acompanhando eventuais posicionamentos oficiais do clube.
Delcir Sonda é sócio-administrador da Displan e mantém relação de longa data com o Inter. A ESPN apurou que o clube reconhece as dívidas e busca prazos e parcelamentos, aguardando possível revisão de juros ou perdão parcial, mas não conseguiu contato recente com o empresário. Os advogados seguem em contato.
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