- A Companies House formalizou a volta de John Textor ao cargo de diretor da Eagle Bidco, subsidiária da Eagle Football Holdings, que comanda Botafogo, Lyon e RWDM Brussels.
- A decisão ocorreu um dia depois de a entidade ter divulgado um documento de 27 de janeiro que havia retirado Textor do posto.
- A determinação de recondução tem data de 29 de janeiro, após rápida movimentação do empresário.
- Textor e sua defesa afirmam que a Ares atuou fora da legislação do Reino Unido ao destituí-lo e reconduzir ex-diretores, o que a defesa contesta.
- O conflito envolve a disputa de controle dos ativos da rede de clubes, ligada a um empréstimo de cerca de 450 milhões de dólares feito pela Ares em 2022 para a aquisição do Lyon.
A Companies House, autoridade britânica, oficializou nesta quarta-feira, 25 de janeiro, a volta de John Textor ao cargo de diretor da Eagle Bidco. A empresa é a controladora da Eagle Football Holdings, que administra Botafogo, Lyon e RWDM Brussels. A decisão foi publicada após uma atualização datada de 29 de janeiro, que confirmou a recondução de Textor.
O movimento ocorre em meio a uma disputa entre Textor e o fundo de investimentos Ares. Ares é credor da Eagle na aquisição do Lyon, em 2022, e acionou a destituição de Textor, alegando autoridade para reconduzir Stephen Welch e Hemen Tseayo. Ares sustenta que houve irregularidade na destituição.
Textor e sua defesa argumentaram que, conforme a lei britânica, diretores não podem ser nomeados sem o consentimento deles. Em 28 de janeiro, Welch enviou à Companies House uma comunicação assinada por Tseayo contestando a autorização da recondução dos ex-diretores.
Na sequência, a Companies House protocolou, em 29 de janeiro, a determinação de recondução de Textor ao cargo de diretor da Eagle Bidco. A Eagle Bidco é subsidiária da Eagle Football Holdings, que detém as ações do Botafogo, Lyon e RWDM Brussels, conforme o registro da autoridade.
Disputa de Textor
A tensão entre John Textor e o fundo Ares envolve o controle dos ativos da rede de clubes. A controvérsia ganhou força após as demissões de Welch e Tseayo do conselho da Eagle Bidco, ocorridas no decorrer do conflito. Em 2022, a Ares forneceu cerca de 450 milhões de dólares para a aquisição do Lyon, e a dívida permanece em litígio.
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