- Javier Tebas reconhece o peso de Vinicius Junior na luta contra o racismo e diz que mudanças foram necessárias na Espanha.
- Vinicius estará em campo pelo Real Madrid contra o Benfica, pela Champions League, buscando vaga nas oitavas e mantendo a luta contra o racismo.
- Tebas afirma que o trabalho de combate ao racismo precisa ocorrer em mais competições e que Vinicius se tornou líder nesse tema.
- O presidente da La Liga diz que é possível fechar arquibancadas ou punir torcedores racistas para extirpar a prática dos estádios e do entorno.
- Casos de racismo ganharam repercussão no futebol espanhol, com condenações e definição de critérios legais, mostrando avanços, mas sem solução definitiva.
Vinicius Junior volta a campo nesta quarta, comandando o Real Madrid em duelo contra o Benfica pela Champions League, buscando vaga nas oitavas. A atuação do atacante é mencionada como parte de um movimento maior contra o racismo no futebol espanhol.
Em entrevista ao ge, Javier Tebas reconheceu o peso de Vinicius na mudança de postura da La Liga e na reação a casos de insultos raciais. O presidente afirmou que a luta não pode ficar apenas no discurso e que deve alcançar outras competições.
Tebas reforçou que ações contra o racismo vão além de campanhas, citando mudanças previstas em normas da liga. O dirigente sinalizou que medidas mais duras, incluindo fechamento de arquibancadas, podem ser consideradas para punir abusos durante partidas.
O papel de Vinicius na rua e no campo
O dirigente mostrou que o brasileiro virou referência na pressão por responsabilização de torcedores e clubes. A atuação de Vini Jr. motivou debates sobre responsabilização de estádios e de organizadas, com foco na coibição de discursos de ódio.
Tebas também comentou sobre a participação de Vinicius em intercâmbio institucional com a CBF, destacando a cooperação entre países para enfrentar o racismo no esporte. A ideia é ampliar ações para além da Espanha e da Liga.
Perspectivas e próximos passos
Ainda segundo Tebas, as críticas anteriores à atuação da La Liga não anulam os avanços obtidos. O presidente destacou que casos racistas diminuíram, mas o trabalho precisa seguir, com educação e punições mais efetivas.
A entrevista também aborda a responsabilização institucional: a La Liga encaminha denúncias a órgãos da federação, ministérios e ao poder Judiciário quando houver atos de racismo. O objetivo é manter o ambiente esportivo mais seguro.
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