- O Dia do Esportista, celebrado em 19 de fevereiro, reforça a importância do esporte e alerta para lesões graves no futebol.
- Dr. Ricardo Soares explica que excesso de jogos, gramado sintético e desgaste físico elevam o risco de lesões graves, como ruptura do ligamento cruzado anterior e do tendão de Aquiles.
- Lesões musculares têm recuperação variável por grau; ligamentos e tendões, por terem menos vascularização, costumam exigir recuperação mais lenta e, muitas vezes, cirurgia.
- Gramado sintético tende a aumentar a aderência e reduzir a absorção de impacto, o que pode elevar lesões ligamentares; gramados naturais proporcionam maior absorção e menos estresse articular.
- A idade também influencia: com o tempo ocorre redução de elasticidade muscular e maior propensão a lesões recorrentes, especialmente em calendário de jogos mais apertado.
O Dia do Esportista, comemorado em 19 de fevereiro, volta a acender o debate sobre lesões graves no futebol, fenômeno alimentado por calendário intenso, gramados sintéticos e desgaste físico. Médicos alertam que rupturas de ligamento cruzado anterior e rupturas de tendão de Aquiles são as mais temidas pela gravidade das sequelas.
Especialistas destacam que essas lesões comprometem estabilidade articular, exigem cirurgia em muitos casos e provocam recuperação longa. O uso de gramados artificiais aumenta a aderência e a sobrecarga nas articulações, influenciando o risco de lesões, principalmente em jogadores de alto rendimento.
Além disso, a idade amplia a vulnerabilidade: atletas mais velhos têm menor elasticidade muscular e maior propensão a recorrências. A combinação de calendário cheio, viagens e pouca recuperação eleva o risco de lesões musculares, tendíneas e ligamentares ao longo da carreira.
Gramado sintético x grama natural
A grama sintética apresenta maior aderência entre chuteira e piso, o que dificulta deslocamentos torsionais. Além disso, sua menor absorção de impacto aumenta a sobrecarga nas articulações e pode prolongar a recuperação.
Estudos internacionais indicam que a incidência de lesões é similar entre as superfícies, mas com padrões diferentes: natural facilita lesões musculares, enquanto sintético registra mais lesões ligamentares com recuperação mais longa.
No Brasil, o desgaste é acentuado pelo calendário de até 80 partidas anuais em alguns estádios, pela arquitetura dos estádios que reduz a ventilação e pelo uso de campos para eventos não esportivos. Condições climáticas também influenciam a fadiga muscular.
Idade, prevenção e gestão da carga
A idade aparece como fator relevante no aumento de lesões, especialmente musculares e tendíneas, relacionado à recuperação mais lenta e à cicatrização com tecido fibroso. O envelhecimento eleva o risco de novas lesões após a primeira ocorrência.
Para reduzir problemas, o ortopedista aponta medidas preventivas: fortalecimentos, equilíbrio muscular, controle de carga de treinamentos e jogos, treino individualizado e avaliação biomecânica. Sinais como dor devem ser respeitados.
O tema reforça a necessidade de planejamento cuidadoso da agenda de jogos, rotinas de descanso e acompanhamento multidisciplinar. A gestão adequada da carga ajuda a prolongar a carreira de atletas de alto rendimento.
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