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Batalha dos Aflitos: o milagre do Grêmio que ganhou cinema e literatura

Sete contra onze, pênalti defendido e gol aos 90+16 garantem o acesso do Grêmio à Série A e reforçam a narrativa de superação, gerando livro e documentário

Nos Aflitos, em 2005, o Grêmio venceu com quatro jogadores a menos e entrou para a história. (Reprodução/Grêmio)
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  • Em 26 de novembro de 2005, Grêmio x Náutico disputaram a última rodada da Série B, nos Aflitos, no Recife; o Grêmio precisava apenas do empate para subir, enquanto o Náutico buscava a vitória.
  • O jogo teve expulsões, invasão de campo, paralisação de quase trinta minutos e pênalti aos 35 minutos do segundo tempo defendido por Rodrigo Galatto.
  • O Grêmio ficou com sete jogadores após novas expulsões, em meio a tensões e decisões disputadas com a decisão da própria segurança do confronto.
  • Anderson marcou aos 90+16 minutos, em contra-ataque coletivo após o pênalti defendido, assegurando a vitória e o acesso do Grêmio à Série A.
  • O episódio gerou livro, documentário e ficou marcado como marco de reconstrução do Grêmio, elevando o jogo a símbolo de superação no futebol brasileiro.

O jogo que ficou conhecido como Batalha dos Aflitos ocorreu em 26 de novembro de 2005, no Estádio Eládio de Barros Carvalho, no Recife. Náutico e Grêmio disputavam a última rodada da Série B, com o acesso em jogo. O Grêmio precisava de empate para subir; o Náutico, de vitória.

A partida ficou marcada pela pressão, pela tensão no entorno do estádio e pela importância decisiva de cada lance. O Grêmio defendia com disciplina, tentando manter a contenção diante do adversário. O clima era de decisão absoluta para as duas equipes.

No segundo tempo, problemas ampliaram-se: o lateral Escalona foi expulso e, aos 35 minutos, foi marcado pênalti para o Náutico. Nunes cobrou, houve revolta e confusão, com agressões, invasão de campo e intervenção policial. Três gremistas foram expulsos e o Grêmio ficou com sete jogadores.

Diante da paralisação de quase meia hora, dirigentes cogitaram deixar o campo para evitar maiores desgastes. Após consulta jurídica, o Grêmio decidiu permanecer em campo, para não comprometer a imagem institucional. A partida seguiu sob forte pressão.

O pênalti defendido por Rodrigo Galatto manteve o placar zerado para o Grêmio, mantendo o cenário ainda aberto. Em seguida, o time gaúcho encostou na velocidade com um contra-ataque improvável.

Aos 90+16, Anderson, entrado no segundo tempo, conduziu a jogada desde a defesa, avançou com velocidade, driblou adversários e finalizou para marcar o gol da vitória gremista. O resultado garantiu o acesso do Grêmio à Série A e o título no quadrangular final.

O episódio tornou-se símbolo de superação institucional e de resiliência esportiva. O Grêmio passou por uma crise financeira e institucional após o rebaixamento de 2004, e a vitória foi interpretada como início de recuperação do clube.

Além do feito em campo, a Batalha dos Aflitos gerou obras como livro-reportagem e documentário lançados em 2006, reforçando seu lugar na memória do futebol brasileiro. A narrativa foi amplificada pela imprensa nacional e internacional.

O impacto transcendental da partida incluiu a percepção de uma equipe copeira, capaz de reverter situações adversas mesmo em condições extremas. O acesso à Série A consolidou a reconstrução do Grêmio nos anos seguintes, em meio a campanhas nacionais e continentais.

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