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Carlito Rocha e o início da superstição no Botafogo

Carlito Rocha transformou fé, rituais e Biriba em parte da identidade do Botafogo, dando origem ao DNA supersticioso do clube

Carlito Rocha ajudou a moldar o Botafogo dentro e fora de campo, misturando fé, política e futebol. (Botafogo)
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  • Carlito Rocha, cujo nome é Carlos Martins da Rocha, foi peça central na construção da identidade do Botafogo, unindo fé, política e futebol ao longo de décadas como jogador, técnico, dirigente e presidente.
  • Em 1948, o Botafogo soube encerrar um jejum e conquistar o título carioca; Rocha cultivou uma imagem mística, distribuía santinhos aos jogadores e mandou que beijassem objetos para abençoar a equipe, além de ter feito uma capelinha na entrada de General Severiano.
  • A gestão de Rocha incorporou rituais, horários rígidos e gestos repetidos antes das partidas, conectando fé, psicologia e liderança como parte da prática institucional do clube.
  • Biriba, um cachorro vira-lata adotado pelo elenco, tornou-se mascote oficial após um episódio em campo que acabou virando símbolo da superstição do Botafogo, com o animal sendo apresentado em jogos, inclusive contra rivais.
  • A narrativa ganhou força em 1957, quando Rocha afirmou ter conversado com Deus antes da decisão contra o Fluminense, resultado que o Botafogo venceu; o episódio inspirou a crônica “O Deus de Carlito” e consolidou a ligação entre Botafogo e superstição.

Carlito Rocha é apontado como o impulsor da imagem de Botafogo como o clube mais supersticioso do futebol brasileiro. Ao longo de décadas, dirigente, técnico e presidente ajudou a entrelaçar fé, rituais e até um cachorro vira‑lata à identidade do clube.

O carioca Carlos Martins da Rocha (1894–1981) esteve ligado ao Botafogo por longos períodos. Foi atleta campeão carioca em 1912, técnico campeão na década de 1930 e presidente na campanha vitoriosa de 1948. Religioso convicto, exercia liderança simbólica dentro do clube.

Carlito não escondia sua religiosidade. Carregava santinhos nos bolsos, distribuía imagens a jogadores e pedia que beijassem os objetos para abençoar a equipe. Mandou erguer uma capelinha na entrada de General Severiano, símbolo de tradição alvinegra.

Biriba: o cachorro que virou talismã

Em 1948, um vira‑lata preto e branco passou a frequentar o Botafogo. Durante uma partida em General Severiano, o time vencia após o animal invadir o campo. Acredite o dirigente: Biriba seria o talismã da campanha carioca.

Biriba foi adotado como mascote oficial. O treinador levava o cão aos jogos e exigia sua presença até em estádios rivais. Em alguns jogos, houve confronto com adversários para manter a entrada do animal.

O Deus de Carlito e a consagração do mito

Em 1957, antes da decisão do Carioca contra o Fluminense, Carlito afirmou ter conversado com Deus e previu o título para o Botafogo, que venceu por 6 a 2. O episódio inspirou a crônica O Deus de Carlito, de Nelson Rodrigues.

Historiadores apontam que esse momento consolidou a aura mística do dirigente. A combinação de fé, sinais e ritualização passou a fazer parte da rotina do clube.

DNA supersticioso do Botafogo

Fontes oficiais e pesquisadores situam Carlito como o iniciador das crendices do Botafogo. Além de práticas, ele institucionalizou a superstição como parte da identidade do clube.

Santinhos, promessas, mascotes, sinais, capelinha e frases místicas passaram a compor a cultura interna. A ideia de que botafoguense é supersticioso nasce nessa era.

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