- O Vasco depende da venda do potencial construtivo de São Januário, que soma cerca de 280 mil m² e pode render around R$ 500 milhões para a modernização do estádio.
- Não há data definida para o início das obras; o clube espera definir a venda da maior parcela do potencial antes de emitir a ordem de serviço. Duas empresas já estão apalavradas para aproximadamente 60 mil m².
- A SOD Capital é a principal interessada na maior fatia do potencial, e negocia desde o fim de 2023; para ampliar a construção, precisa de um terreno compatível, como o Marapendi (Barra da Tijuca), avaliado em cerca de R$ 450 milhões.
- A Prefeitura do Rio realizou reunião com cerca de vinte empresas para sondar o mercado e avaliar o interesse público na viabilização do projeto.
- Enquanto não há definição, o Vasco avalia opções para mandar seus jogos durante a reforma, incluindo o Estádio Nilton Santos (Botafogo) ou o Luso-Brasileiro (Portuguesa-RJ), com desafios de calendário e capacidade.
A reforma de São Januário depende da venda do potencial construtivo do estádio para funcionar. O Vasco afirma que ainda não há data definida para o início das obras; o cronograma aguarda a definição da maior parcela a ser vendida, estimada em cerca de R$ 500 milhões no total.
Atualmente, duas empresas já estão apalavradas para adquirir parte do terreno, somando cerca de 60 mil m². A maior fatia continua sem negociação fechada, o que impede a assinatura de contrato e a ordem de serviço. A administração entende que iniciar sem garantia financeira compromete o andamento.
O clube já analisa cenários para manter jogos durante a reforma. Entre as opções: o Estádio Nilton Santos, do Botafogo, e o Luso-Brasileiro, da Portuguesa-RJ. A possibilidade de mandos de campo em outras regiões também é considerada para manter receitas.
SOD Capital segue na disputa pela maior parcela
A SOD Capital, com sede no Rio, é a principal interessada na maior porção do potencial construtivo. A empresa trabalha com a possibilidade de comprar o terreno de Marapendi, na Barra da Tijuca, avaliado em cerca de R$ 450 milhões, para viabilizar a construção adicional.
A negociação não foi fechada após sinalizações iniciais de compra em dezembro. O entrave envolve a disponibilidade de terreno compatível para uso do potencial adquirido. Em meio à valorização do ativo, outras interessadas passaram a competir, o que esfriou a tratativa.
Embora haja avanços, o Vasco mantém o canal aberto com a SOD, sem exclusividade. Até o momento, a SOD não formalizou a aquisição, e o clube não indicou outra proposta concreta de pronto acordo. A prioridade continua sendo chegar a uma solução financeira segura para as obras.
Marapendi entra na mira como peça-chave
O terreno de Marapendi é visto como estratégico por comportar o excedente do potencial construtivo. Localizado na Barra da Tijuca, o espaço reúne cerca de 200 mil m² entre o Jardim Marapendi e o Clube Marapendi, o que atrai interesse de construtoras.
A Patrimar surgiu entre as interessadas, mas ainda não procurou o Vasco para negociar. A possibilidade de que um grupo adquira o terreno primeiro e, depois, trate do potencial com o clube aumenta a pressão no mercado.
Outra opção considerada envolve o terreno onde funcionava o Parque Terra Encantada, mas ele já foi adquirido pela Cyrela para outros projetos, limitando essa alternativa. O cenário imobiliário carioca influencia diretamente o avanço da reforma de São Januário.
Prefeitura participa de movimento para destravar
Na última quarta-feira, a Prefeitura do Rio promoveu reunião com cerca de 20 empresas do setor imobiliário para entender o interesse na venda do potencial construtivo. A ação visa sondar o mercado e ampliar as possibilidades de negócio, destacando a importância da reforma para a região.
O tema mantém-se em compasso de espera, atrelado à dinâmica de mercado e à definição sobre a venda da maior parcela de São Januário. O objetivo é agilizar o projeto, com segurança financeira, para evitar paralisações futuras.
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