- Corinthians admite perda provável de R$ 31.984.075,79 em dívida com a SMA, empresa da neta do ex-presidente Alberto Dualib, referente a comissões de patrocínios durante a parceria com a MSI.
- O caso envolve contratos entre 2003 e 2006, com alegação de nepotismo e de exclusividade não respeitada.
- Com juros e correções, a cobrança poderia alcançar mais de R$ 200 milhões.
- Em maio do ano passado, a Justiça condenou o clube a pagar R$ 8.645.285,20, valor que segue sujeito a recursos.
- O processo tramita desde 2009, está parado desde agosto e ambas as partes apresentaram recursos para tentar alterar a sentença.
O Corinthians admite uma perda estimada em mais de R$ 30 milhões por uma dívida com a SMA, empresa de Carla Dualib, neta do ex-presidente Alberto Dualib. O valor citado pela própria instituição é de R$ 31.984.075,79, considerado pela Justiça como perda provável.
A disputa tem origem em contratos de patrocínio firmados entre 2003 e 2006, quando a MSI, liderada por Kia Joorabchian, atuava como parceira do clube. A dívida decorre de comissões até então não pagas, vinculadas a um acordo que envolve parentes de Dualib.
Segundo a empresa, o Corinthians descumpriu cláusulas de exclusividade e teria aceitado comissões de patrocínio como Samsung e Nike. Com juros e correções, a cobrança poderia chegar a mais de R$ 200 milhões.
Processo e decisões judiciais
A Justiça já havia dado ganho de causa ao Corinthians em instâncias anteriores, mas, em maio do ano passado, julgou parcialmente procedentes os pedidos da SMA, condenando o clube a pagar R$ 8.645.285,20, sujeito a juros e correção.
O tribunal entendeu que houve intermediação de patrocínios até o limite permitido e que não houve comprovação de descumprimento contratual por parte do clube. A decisão ainda permitiu que a parte autora peça indenização por perdas e danos.
No momento, recursos estão em tramitação. A SMA busca valor superior a R$ 30 milhões, alegando que haveriam quantias não contabilizadas. O Corinthians contestou a condenação e busca reverter a decisão.
Situação atual
O processo está em andamento desde 2009 e ficou paralisado desde agosto, quando o clube se opôs a um julgamento virtual. Em janeiro, houve troca de relatores, mas ainda sem decisão final.
A dívida é apenas uma das cobranças listadas pelo Corinthians em seu Regime de Centralização de Execuções, que totaliza mais de R$ 700 milhões em perdas prováveis após credores no Judiciário. A reportagem manterá o acompanhamento caso haja manifestação oficial.
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