- Carlos Vinícius deixou de atuar como zagueiro na base do Palmeiras para atuar como centroavante, após ser observado pelo técnico Marcos Valadares, que viu nele faro de gol.
- Ele treinou situações específicas, assistiu a vídeos de atletas da função e rapidamente passou a jogar como centroavante no próprio Palmeiras, com gols e bom desempenho.
- Após a base, passou por Caldense, Grêmio Anápolis e Real SC, na Europa atuou por clubes como Benfica e Tottenham, somando oito anos na Liga europeia.
- Nos clubes recentes, o desempenho acompanha as vagas: Grêmio (20 gols, 2 assistências em 22 jogos), Fulham (8 gols, 5 assistências em 52 jogos), Galatasaray (2 gols em 14 jogos), PSV (7 gols em 38 jogos), Benfica (24 gols em 50 jogos), Tottenham (10 gols em 22 jogos) e Monaco (2 gols em 16 jogos).
- O tema da Seleção Brasileira volta a ganhar força, com Valadares incentivando o atacante a manter a meta e o Grêmio acreditando na continuidade para despertar o interesse de Carlo Ancelotti na Copa do Mundo.
Carlos Vinícius, zagueiro de início de carreira, trilhou uma trajetória rara ao se tornar atacante artilheiro do Grêmio. Aos 19 anos, em 2014, foi dispensado da base do Santos e ingressou no Palmeiras, onde recebeu a oportunidade de mudar de posição no sub-20.
Da defesa ao ataque: a ideia nasceu no Palmeiras. O técnico da época viu potencial de gol na canhota do jovem e propôs o ajuste, com treino intensivo de finalização, movimentação e leitura de jogo. O objetivo era aproveitar o perfil físico e a batida de bola para a função de centroavante.
Ajuste acelerado: em poucos meses, Carlos Vinícius já atuava como centroavante no time de base do Palmeiras, marcando gols e apresentando bom desempenho. O treinador destacou a rápida assimilação de movimentos e posicionamento, resultado de trabalho específico e estudo de atletas da função.
Apesar da boa performance, o cenário não consolidou a transferência. Transferência por empréstimo para a Espanha não ocorreu por questões familiares, abrindo espaço para mudanças de clube. Ele deixou a base sem promoção aos profissionais e passou por Caldense, Grêmio Anápolis e Real SC, na Europa.
Carreira na Europa e retorno ao Grêmio: o atacante atuou por oito anos em clubes de destaque, incluindo Benfica e Tottenham, com passagens prontas por Grécia e outros países. Entre os clubes recentes, consta Grêmio, onde anotou expressivos 20 gols em 22 partidas, seguido por passagens em Fulham, Galatasaray, PSV, Benfica, Tottenham e Monaco, com desempenhos variáveis.
É possível prever o pico de Carlos Vinícius? O técnico Marcos Valadares, responsável pela mudança de posição, afirma que o feito é mérito do atleta e resultado de um aproveitamento cuidadoso de talentos. Ele ressalta que a função de treinador é identificar características que permitam deslocar o atleta a novas posições.
Valadares afirma ter contribuído ao cenário de uma carreira que chegou ao alto rendimento, reconhecendo que muitos atletas perdem espaço na transição entre bases e profissional. Agressivo, o retorno ao Grêmio consolidou o status de artilheiro e elevou o debate sobre nova convocação.
Na avaliação recente, os números de Carlos Vinícius no futebol brasileiro justificam conversas sobre uma chance na Seleção. Embora tenha brilhado na Europa, ainda não havia sido convocado. O atacante, contudo, segue firme na busca por novas oportunidades sob a batuta de Carlo Ancelotti, segundo relatos de colegas de profissão.
Desempenho recente por clube e gols: Grêmio 20 gols em 22 jogos; Fulham 8 em 52; Galatasaray 2 em 14; PSV 7 em 38; Benfica 24 em 50; Tottenham 10 em 22; Monaco 2 em 16. Esses números ilustram a consistência recente no Brasil e o histórico europeu, com picos em diferentes estágios da carreira.
Resumo: a trajetória de Carlos Vinícius exemplifica a possibilidade de transição bem-sucedida de posição no futebol moderno. Do zagueiro ao centroavante, o jogador reconstruiu a carreira com foco, disciplina e gols decisivos pelo Grêmio.
Entre na conversa da comunidade