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Cores do Corinthians: por que o preto e branco substituiu o bege

Por dificuldades financeiras, o Corinthians trocou o bege pelo branco e adotou calção preto, consolidando a identidade alvinegra de resistência e simplicidade

O uniforme do Sport Club Corinthians Paulista nem sempre foi preto e branco. (Mauricio De Souza/AGIF)
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  • Fundação do clube ocorreu em 1º de setembro de 1910, por operários no Bom Retiro; o uniforme inicial era bege com detalhes pretos.
  • O desbotamento do tecido bege levou à adoção oficial do branco como cor dominante da camisa em 1916, mantendo o preto como detalhe.
  • Em 1920, com melhores condições financeiras, os calções passaram a ser pretos, consolidando o conjunto camisa branca e calção preto.
  • A partir dos anos quarenta, surgiu uma camisa alternativa predominantemente preta com detalhes brancos, fortalecendo a identidade preto e branco.
  • O escudo passou por mudanças: 1912 (início CPS), 1914 (reforma com S formando CPS), e 1919 a inclusão da bandeira de São Paulo no centro, ligação institucional que perdura.

O Sport Club Corinthians Paulista nasceu em 1º de setembro de 1910, no Bom Retiro, criado por cinco operários para um clube popular. Logo houve a necessidade de um uniforme padronizado para as partidas. A história das cores começa assim.

O primeiro uniforme era creme ou bege, com detalhes pretos na gola e nos punhos, acompanhado de calções simples. A escolha refletia disponibilidade de tecido e custo baixo, fundamentais para o clube recém-criado por trabalhadores.

Em 1916, o Corinthians adotou o branco como cor predominante da camisa. A decisão foi motivada por ser mais acessível, fácil de encontrar e simples de manter. O preto ficou apenas nos detalhes, como elemento complementar.

A transição não foi estética, mas econômica. O bege desbotava com as lavagens, o que acelerou a troca por uma cor mais resistente. Assim, o branco tornou-se o principal uniforme a partir desse ano.

Pouco depois, em 1920, com melhores condições financeiras, surgiu a padronização dos calções em preto. O conjunto camisa branca e calção preto consolidou o uniforme principal, associando o clube ao alvinegro.

A partir dos anos 1940, o Corinthians passou a usar uma camisa alternativa preta com detalhes brancos. A combinação reforçou a identidade do grupo como o tradicional preto e branco, já reconhecido nacionalmente.

As cores ganharam significado simbólico: resistência, simplicidade, contraste e identidade popular. O clube, de origem operária, transferiu essa imagem para o visual, tornando-se um símbolo inequívoco no futebol.

O escudo acompanhou o amadurecimento da identidade visual. Criado em 1912, trazia apenas C e P. Em 1914, Hermógenes Barbuy reformulou o emblema com a sigla CPS e uma moldura mais elaborada.

Em 1919, a bandeira do estado de São Paulo foi incluída no centro do escudo. Esse elemento fortaleceu a ligação institucional do clube com o estado, consolidando a identidade visual atual, com ajustes pontuais ao longo do tempo.

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