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Flamengo contesta entidade que cobra R$100 milhões por racismo

Flamengo rebate ação de R$ 100 milhões por racismo, apontando seletividade e litigância de má-fé na Justiça Federal

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • A Educafro moveu ação contra o Flamengo em setembro, pedindo R$ 100 milhões por racismo, na 34ª Vara Federal do Rio de Janeiro.
  • O Flamengo contestou na Justiça, dizendo que a ação busca holofotes e transforma o clube em inimigo institucional, o que discrimina e desvirtua o objetivo difuso da mobilização contra o racismo.
  • O caso envolve declarações de Alfredo Almeida, diretor da base do Flamengo, cujo trecho gerou controvérsia; ele pediu desculpas após a repercussão.
  • A Educafro sustenta um histórico de racismo no clube, citando períodos entre 1940 e 1980 e episódios envolvendo jogadores e torcedores; a entidade aponta casos de desrespeito em viagens, concentrações e homenagens.
  • O Flamengo pediu a extinção do processo sem resolução do mérito, acrescida de má-fé, custas, honorários e perdas e danos, ressaltando ações públicas do clube contra o racismo.

O Flamengo reagiu à ação civil pública que envolve uma cobrança de 100 milhões de reais por racismo, movida pela Educafro. A defesa pediu a extinção do processo sem resolução do mérito e a condenação da acusação por má-fé. A ação tramita na 34ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Segundo o clube, a ação transforma o Flamengo em bode expiatório de um fenômeno social amplo. A instituição diz que a ação é seletiva, não inclui outras entidades nem a CBF ou federações, e atinge apenas o clube carioca.

A Educafro denuncia histórico de racismo no Flamengo desde a fundação. A entidade afirma que presidentes, jogadores e torcedores enfrentaram discriminação ao longo de décadas, incluindo períodos em que atletas negros eram rejeitados.

O que motivou o processo

A Educafro acionou o Flamengo em setembro do ano passado, após declarações do então diretor da base Alfredo Almeida em entrevista no Ninho do Urubu, em julho, consideradas racistas pela entidade.

Almeida pediu desculpas pela fala, dizendo que o trecho isolado não reflete seu pensamento e que não houve intenção discriminatória. A defesa do Flamengo contesta o conteúdo da petição inicial, apontando contradições factuais.

Pedidos e objetivos

A Educafro requer danos morais coletivos à população negra, em valor não inferior a 100 milhões de reais, destinados a projetos de promoção de igualdade racial. Além disso, pede medidas como comissão de igualdade racial e políticas de cotas em cargos de direção.

O Flamengo sustenta que a peça inicial é confusa e não guarda relação com os pedidos. Em resposta, o clube busca a extinção do processo e responsabilização da Educafro por litigância de má-fé.

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