- O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, teria gasto meio milhão de reais em cartão corporativo, com itens como lojas de grife e cabeleireiro.
- Os gastos foram avaliados pelo Conselho Fiscal, que investiga a gestão que começou em 2021 e terminou em janeiro deste ano com a renúncia de Casares.
- Parte desse valor foi devolvida por Casares, no segundo semestre de 2025; a fiscalização ainda não havia sido concluída até então.
- Há dúvida sobre a correção monetária aplicada aos valores, já que não ficou claro qual indexador foi utilizado (CDI, IPCA ou outro).
- O clube se financia a CDI mais 9 por cento ao ano; se a correção adotada divergir desse parâmetro, pode haver cobrança ou esclarecimentos formais pelo Conselho Fiscal.
Entre os gastos analisados, o São Paulo FC aponta uso de cartão corporativo para despesas da gestão que começou em 2021 e terminou em janeiro deste ano, com renúncia do então presidente. O montante total chega a cerca de meio milhão de reais, segundo o Conselho Fiscal do clube.
Lojas de grife, cabeleireiro e outras despesas de consumo figuram entre as movimentações identificadas. A apuração ocorre em meio a uma revisão que envolve toda a gestão que esteve à frente do clube nos últimos quatro anos. A apuração ainda não tem conclusão.
Parte dos valores teria sido devolvida pelo ex-presidente, segundo informações levantadas. O repasse foi registrado apenas no segundo semestre de 2025, e a fiscalização não estava em andamento na época. Não houve resposta oficial até o momento da publicação.
Forma de correção e possíveis impactos
A principal dúvida envolve a correção monetária aplicada aos valores devolvidos. O clube cobra juros, mas não há clareza sobre o indexador utilizado: CDI, IPCA ou outro parâmetro. A dívida do São Paulo é financiada a CDI mais 9% ao ano, e a correção deveria seguir esse teto de custo de capital.
Caso a taxa de correção tenha sido diferente, o tema pode gerar questionamentos internos e pedidos de esclarecimento. A depender da análise do Conselho Fiscal, podem surgir medidas formais de cobrança ou revisões no entendimento sobre os pagamentos.
Desdobramentos esperados
A investigação poderá esclarecer se houve ajuste com base no custo de captação do clube. O objetivo é entender precisamente o que foi utilizado para atualizar os valores pagos pelo uso do cartão corporativo. O clube mantém o prazo de avaliação para os próximos dias.
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