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Gestão de Samir Xaud, em nove meses, supera 10 antecessores desde 1979

Em nove meses à frente da CBF, Samir Xaud elevou calendário e credibilidade, enfrentando controvérsias e prometendo continuidade de melhoria

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Samir Xaud durante discurso em evento de premiação do Brasileirão 2025
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  • Samir Xaud foi eleito presidente da CBF em maio do ano passado e já afirmou impactos significativos em nove meses, comparando com os 10 antecessores desde 1979.
  • Entre as ações, houve reestruturação do calendário, enxugamento dos estaduais e maior importância do Campeonato Brasileiro ao longo do ano, além da implementação do árbitro assistente de vídeo (VAR) automático.
  • A Supercopa do Brasil foi adotada como abertura simbólica do calendário, ligada à valorização de torneios nacionais como a Copa do Brasil.
  • Em transferências, a janela movimentou 201 milhões de euros na liga brasileira, com Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras destacando contratações; a Premier League liderou o mercado europeu com 453 milhões de euros.
  • A seleção brasileira, segundo a matéria, mantém Carlo Ancelotti no cargo com contrato até a Copa do Mundo de 2030, e houve menção à estabilidade de treinadores no ciclo recente.

Samir Xaud assumiu a presidência da CBF em maio do ano passado, com votos conturbados devido a boicotes de 20 clubes e da Federação Paulista. O novo líder, médico e empresário, herdou um cenário de desafios históricos no futebol brasileiro.

Em menos de nove meses, ele implementou mudanças estratégicas, incluindo ajustes no calendário e na gestão da arbitragem, buscando credibilidade e profissionalização do processo decisório da Confederação.

A gestão Xaud é marcada pela tentativa de modernizar estruturas, com foco em transparência e melhoria institucional, diante de uma trajetória de governança criticada por casos passados envolvendo dirigentes.

Contexto institucional e calendário

A adoção de um calendário mais enxuto e estável visa ampliar a organização do futebol ao longo do ano, reduzindo lacunas entre competições e valorizando o Campeonato Brasileiro como eixo anual. A ideia é manter torneios relevantes constantes.

A Supercopa do Brasil, inspirada em modelos europeus, ganhou relevância como peça-chave do calendário, não dependendo apenas de confrontos entre as maiores torcidas. A evolução foi apresentada como parte de um planejamento mais amplo.

Arbitragem e tecnologia

A profissionalização da arbitragem ganhou ênfase, com contratação de VAR automático para auxiliar na detecção de impedimentos. A melhoria tecnológica é apresentada como instrumento de maior credibilidade para a liga, que cresce em termos de investimentos.

Críticos e especialistas apontam que a CBF depende de transparência na gestão e de combate a denúncias de irregularidades para fortalecer a imagem do futebol nacional, que enfrenta histórico de controvérsias.

Mercado de transferências e finanças

Segundo dados de Transfermarkt, a liga brasileira ocupou 201 milhões de euros na janela de transferências, menor que a Premier League e a Serie A. Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras realizaram grandes movimentações com retorno financeiro relevante.

A posição financeira da competição se compara com outras ligas, com a Copa do Brasil mantendo premiação elevada. Países vizinhos ainda possuem menor investimento em relação ao futebol brasileiro moderno.

Seleção e gestão esportiva

A seleção brasileira vive fase de ajustes, sem grande brilho recente, mas conta com Carlo Ancelotti, contratado com contrato vigente até a Copa de 2030. A manutenção do treinador é vista como parte de um planejamento de ciclo.

A gestão de Xaud, mesmo sob críticas, é avaliada sob a lente de comparação com episódios anteriores de governança na CBF. A avaliação sobre continuidade ou mudanças futuras permanece aberta.

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