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Renato Gaúcho no Grêmio: trajetória, gols, jogos e estatísticas

Renato Gaúcho moldou o Grêmio como jogador e técnico, sendo campeão da Libertadores de 1983 e de 2017, consolidando o clube no topo da América

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Renato Gaúcho é um dos maiores ídolos da história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. (Grêmio)
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  • Renato Portaluppi é ídolo do Grêmio em duas fases: jogador entre 1980 e 1986 (com retorno em 1991) e técnico que comandou o clube para o topo da América.
  • Como jogador pelo Grêmio, atuou em 197 jogos e marcou 54 gols; na carreira total, soma 609 jogos e 187 gols, com destaque para a Libertadores de 1983 e a Intercontinental de 1983, quando fez dois gols na final.
  • Foi convocado para a Seleção Brasileira, somando entre 41 e 43 jogos e 5 gols; esteve na relação para a Copa do Mundo de 1986, mas foi cortado por questões disciplinares.
  • Títulos no Grêmio: como jogador — Campeonato Brasileiro de 1981; Libertadores de 1983; Intercontinental de 1983; Gaúcho de 1985 e 1986. Como técnico — Copa do Brasil de 2016; Libertadores de 2017; Recopa Sul-Americana de 2018; Campeonato Gaúcho de 2018, 2019, 2020, 2023 e 2024; Recopa Gaúcha de 2019 e 2023.
  • No total como técnico, comandou o Grêmio em 297 jogos, com 148 vitórias, 79 empates e 70 derrotas (aproximadamente 59% de aproveitamento).

Renato Portaluppi, conhecido como Renato Gaúcho, tem presença marcante na história do Grêmio em dois papéis: jogador decisivo e técnico vitorioso. Sua relação com o clube atravessa décadas, marcada por títulos expressivos e momentos de referência no cenário brasileiro e continental.

Como jogador, atuou entre 1980 e 1986, com retorno em 1991, e foi peça-chave nas jornadas de títulos que consolidaram o Grêmio no top do futebol sul-americano. Sua passagem ficou marcada pela capacidade de decidir jogos grandes e transformar a equipe em protagonista.

Ainda como atleta, Renato integrou a seleção brasileira, disputou a Copa do Mundo de 1986, e soma 609 jogos e 187 gols na carreira. No Grêmio, fez 197 partidas e anotou 54 gols, reforçando o legado de ídolo do clube.

Trajetória inicial e ascensão

Renato chegou ao Grêmio em 1980, estreando no mesmo ano. No início, alternou entre banco e titularidade, ganhando espaço ao longo da primeira metade da década. Seu primeiro gol veio em 25 de julho de 1982, contra o Novo Hamburgo, pelo Gaúcho.

A consolidação aconteceu em 1983, ano em que se tornou referência ofensiva do elenco. O time venceu grandes títulos nacionais e internacionais, definindo o capítulo de maior expressão do Grêmio.

Os grandes momentos como jogador

Em 1983, Renato foi protagonista da Libertadores, levando o Grêmio ao título continental com atuações decisivas. Na Copa Intercontinental, disputada em Tóquio, marcou dois gols na vitória por 2 a 1 sobre o Hamburgo e foi eleito o melhor da final.

Essa atuação consolidou Renato como ídolo histórico do clube, especialmente em jogos decisivos. O feito ainda elevou o Grêmio ao status de campeão mundial, gravando para sempre seu nome na memória gremista.

Carreira internacional e seleção

A performance no Grêmio chamou a atenção da seleção brasileira, pela qual atuou em cerca de 41 a 43 jogos, marcando cinco gols. Foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, mas acabou cortado por questões disciplinares, um episódio amplamente reconhecido na carreira.

Mesmo sem a participação no Mundial, Renato manteve o reconhecimento como jogador talentoso capaz de decidir partidas importantes.

Títulos e legado como jogador

Títulos com o Grêmio como jogador: Campeonato Brasileiro de 1981, Libertadores e Intercontinental de 1983, além de Gaúcho de 1985 e 1986. Esses troféus destacam o período de maior expressão gremista no século XX.

Retorno como técnico e a reconstrução

Em 2016, Renato voltou ao Grêmio como técnico e levou o clube ao título da Copa do Brasil, encerrando jejum de 15 anos. Em 2017, conduziu o time ao tricampeonato da Libertadores, com um estilo de jogo ofensivo.

A conquista da Recopa Sul-Americana em 2018 confirmou o ressurgimento do Grêmio entre as principais forças continentais. Assim, Renato tornou-se um dos poucos a vencer Libertadores tanto como jogador quanto como técnico pelo mesmo clube.

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