- A CBF usará iPhones para o impedimento semiauto no Maracanã, conectados a um software que gera uma réplica digital em três dimensões da jogada.
- Ao todo, foram instaladas vinte e oito câmeras em doze suportes ao redor do estádio, gravando em 4K a 100 quadros por segundo.
- O iPhone atua como ferramenta de captação de dados, não decide lances nem substitui o árbitro de vídeo; o sistema analisa e sugere pontos do passe.
- O SAOT automatiza parte do processo, cria linhas virtuais no ambiente 3D e o árbitro de vídeo valida a decisão sem depender de uma linha de tempo bidimensional.
- No Brasil, a implementação começa pelo Maracanã e avança para Nilton Santos, Arena MRV, Mineirão e Mangueirão; a operação no Brasileirão está prevista para 2026, após testes e validações.
A CBF avançará com a implementação do impedimento semiautomático no futebol brasileiro, iniciando pelos testes no Maracanã, no Rio de Janeiro. O sistema é desenvolvido em parceria com a Genius Sports e prevê uso de iPhones conectados a um software de simulação em 3D em tempo real. A fase atual envolve instalação física, seguida da habilitação das linhas no gramado e dos testes operacionais.
No Maracanã foram instaladas 28 câmeras distribuídas em 12 suportes ao redor do campo. Os iPhones capturam com resolução 4K a 100 quadros por segundo, alimentando o sistema central que cria a réplica digital da jogada e mapeia pontos do corpo dos atletas para indicar a posição na linha de impedimento.
Funcionamento do SAOT e limitações
O SAOT automatiza o apontamento do passe e a criação das linhas virtuais em 3D, com o árbitro de vídeo apenas validando a indicação. O sistema não tem poder decisório sobre o lance nem usa a bola com chip. A identificação ocorre por rastreamento óptico, sem alterações na regra do impedimento.
Cronograma e próximos passos no Brasil
A implementação seguirá para Nilton Santos, Arena MRV, Mineirão e Mangueirão, com cada estádio recebendo instalação em cerca de dois dias. Os testes, calibração e treinamento podem durar até quatro meses. A expectativa é que o impedimento semiautomático entre em operação no Brasileirão a partir de 2026.
Contexto internacional
A tecnologia já é utilizada pela Premier League, UEFA Champions League e Copa do Mundo, com o software Dragon da Genius Sports. Em campo, a câmera de alto desempenho substitui parte da análise manual, visando maior rapidez e padronização nas checagens.
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