- Mano Menezes foi apresentado como novo técnico da seleção peruana para o ciclo da Copa do Mundo de 2030.
- A matéria lista brasileiros que já comandaram seleções estrangeiras, como Parreira, Scolari, Zagallo, Zico e Sylvinho.
- Destaques: Parreira treinou Gana, Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Tailândia e África do Sul, levando Kuwait a título da Copa da Ásia.
- Zagallo comandou Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes; Zico dirigiu o Japão e o Iraque; Joel Santana ficou à frente da África do Sul para a Copa de 2010.
- Outros nomes citados: Otto Glória (Portugal, Nigéria), Autuori (Peru, Qatar), Carpegiani (Paraguai, Kuwait), Renê Simões (Jamaica, Trinidad e Tobago, Costa Rica) e Sylvinho (Albânia).
Mano Menezes foi apresentado oficialmente como novo técnico da seleção peruana e comandará o time no ciclo para a Copa do Mundo de 2030, já que o Peru ficou fora da edição deste ano. A escolha foi anunciada após a confirmação de que a equipe peruana não se classificou para o Mundial de 2026. A contratação mostra que treinadores brasileiros seguem mobilizados para comandar seleções estrangeiras.
O episódio amplia o histórico de técnicos brasileiros comandando equipes além das fronteiras nacionais. Zico, Zagallo e Felipão são citados entre os nomes que já ocuparam a função ao longo das décadas, atuando em países de diferentes níveis de tradição. A matéria analisa como esses técnicos contribuíram e quais desafios enfrentaram no exterior.
Brasileiros que treinaram seleções no exterior
Carlos Alberto Parreira ganhou destaque internacional ao treinar seleções de outros países além do Brasil. Entre as passagens, esteve em Gana, Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Tailândia e África do Sul. Conquistou a Copa da Ásia com o Kuwait em 1980 e com a Arábia Saudita em 1988.
Joel Santana teve sua única experiência em uma seleção estrangeira na África do Sul, em 2008, faltando menos de um ano para a Copa de 2010. A passagem ficou marcada pela semifinal da Copa das Confederações, com o time africano chegando perto do título.
Luiz Felipe Scolari vivenciou duas etapas no exterior: Kuwait (1990) e Portugal (2003-08). Em Portugal, levou a equipe a uma final de Eurocopa em 2004 e a uma semifinal de Copa do Mundo em 2006, consolidando seu legado fora do Brasil.
Otto Glória conduziu Portugal em duas ocasiões distintas (1964-66 e 1982-83) e também comandou a Nigéria, levando o time à Copa Africana de Nações de 1980, sagrando-se campeão na edição anterior.
Paulo Autuori teve passagem pelo Peru entre 2003 e 2005, disputando a Copa América de 2004 e as Eliminatórias para 2006. Anos depois, comandou a seleção do Qatar em 2012, com participação em eliminatórias asiáticas para 2014.
Paulo César Carpegiani comandou Paraguai (1996-98) e Kuwait (2003-04). Em Paraguai, classificou a seleção para a Copa de 1998 e esteve nas quartas de final da Copa América de 1997. No Kuwait, contabilizou poucos jogos, com aproveitamento positivo.
Renê Simões teve atuação marcante na Jamaica, com duas passagens (1994-2000 e 2008) e a conquista da Copa do Caribe de 1998. Também treinou Trinidad e Tobago (2001-02) e Costa Rica (2009), vencendo outra edição regional da Copa do Caribe pelo Trinidad.
Sylvinho, campeão da Champions League como jogador, leva o trabalho para a Albânia desde 2023. A equipe classificou-se para a Eurocopa de 2024 sob seu comando, e a chance de disputar a Copa do Mundo de 2026 segue em aberto, com possíveis enfrentamentos na repescagem.
Zagallo dirigiu Kuwait (1976-78), Arábia Saudita (1981-84) e Emirados Árabes (1988-90). O título de Copa da Ásia veio com a Arábia Saudita em 1984. Não houve participação em Copas do Mundo por outros países.
Zico, ídolo do futebol, treinou Japão, levando a seleção à Copa do Mundo de 2006 com vitória destacada de 11 jogos e apenas 1 derrota. Também comandou o Iraque em 2011, com foco na classificação para 2014, deixando o cargo em 2012.
Essa lista evidencia um traço comum: técnicos brasileiros enfrentaram desafios variados no cenário internacional, alguns alcançando altos resultados já em disputas de Copa do Mundo. Mano Menezes assume um caminho já trilhado por outros nomes do futebol nacional. As histórias mostram a adaptabilidade e a presença constante de técnicos brasileiros em seleções estrangeiras.
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