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Remo retorna à Série A após 32 anos e mira vagas em competições sul-americanas

Remo retorna à Série A após 32 anos e mira vaga na Sul-Americana e Libertadores, em meio à reformulação administrativa

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Torcida do Remo comemora acesso à Série A (Foto: Fernando Torres/AGIF/Gazeta Press)
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  • O Remo voltou à Série A do Brasileirão em 2026, após trinta e dois anos, com vitória sobre o Bragantino na estreia do Campeonato Paraense.
  • O presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, afirma que o objetivo é se manter na elite e sonhar com Sul-Americana e Libertadores, com apoio da torcida.
  • O clube passou por longos períodos sem divisão e por reformulações administrativas desde 1994, incluindo crises financeiras e mudanças na gestão.
  • O Remo implementou mudanças estruturais, criou o Núcleo Azulino de Saúde e Performance (Nasp) e reabriu o Estádio Banpará Baenão; o Mangueirão deve receber a maioria dos jogos da Série A.
  • Ao longo dos anos, o clube teve passagens pela Série D e pela Série C, com processo de profissionalização e melhoria financeira que contribuíram para o retorno à primeira divisão.

O Remo voltou à Série A do Brasileirão em 2026, após 32 anos sem disputar a primeira divisão. A confirmação veio com a vitória sobre o Bragantino, no último sábado, abrindo o Campeonato Paraense. O presidente Tonhão ressaltou o objetivo de manter o clube na elite e buscar Sul-Americana.

Tonhão, aos 63 anos, tem um histórico amplo dentro do Remo, atuando desde diretor de futebol em 1992 até vice-presidente na conquista da Série C em 2005. Em entrevista ao Lance!, ele afirmou que o clube vem se profissionalizando para sustentar a participação na elite.

A trajetória recente do Remo é marcada por troca de gestão e reestruturação. Entre 2010 e 2015, o time rodou pela Série D, com períodos ruins, até retomar a Série B em 2020 sob um modelo de gestão voltado ao equilíbrio financeiro e à quitação de dívidas.

A reinvenção administrativa

A partir de 2019, o clube intensificou reformas para fortalecer a хозяй. Fábio Bentes destacou a mudança de patamar financeiro, com redução de dívidas trabalhistas e aumento da capacidade de arrecadação via patrocínios.

A relação com a torcida ganhou contornos de parceria, com ações para ampliar a infraestrutura. O estádio Banpará Baenão foi reaberto em 2019, após anos de fechamento, e passou por adequações em setores como futebol, comunicação e performance.

Estrutura e continuidade

Mesmo com a expansão do Baenão, o Remo manterá o Mangueirão como casa na Série A, ante possíveis conflitos de agenda. O estádio será usado como CT e para alguns jogos do Paraense e da Copa Norte/Verde, mantendo a relação de longo prazo com o torcedor.

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