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CBF lança projeto de profissionalização da arbitragem com quase R$ 200 milhões

CBF lança projeto de profissionalização da arbitragem da Série A, com salário fixo, elite de 72 árbitros e assistentes, ranking de desempenho e maior investimento

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  • A CBF apresentou o PRO, projeto de profissionalização da arbitragem na Série A, com 72 árbitros e assistentes em contrato de prioridade, formando a “elite do apito” (59 homens e 13 mulheres).
  • Os selecionados terão salário fixo, variáveis por jogo e bonificação por desempenho; houve ajuste pelo IPCA para reduzir o variável; não foi divulgado o salário médio, mas estima-se que um árbitro FIFA possa ter cerca de R$ 50 mil por mês.
  • O planejamento envolve um investimento de R$ 195 milhões para a arbitragem nas próximas duas temporadas, sendo R$ 44 milhões destinados ao pagamento de salários; houve aumento de cerca de R$ 50 milhões em relação a 2024/25.
  • Será criado um ranking de desempenho ao longo da temporada, com pelo menos dois árbitros sem renovação ao fim do ano; a nota considera controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e comunicação, e o ranking não será tornado público.
  • Os próximos passos incluem assinatura de contratos até 26 de fevereiro, início da execução em 1º de março, além de medidas como central do VAR mais estruturada, kit da arbitragem com smartwatch e avaliação trimestral; em caso de falhas, há possibilidade de afastamento e outras medidas.

O Brasil terá uma nova era na arbitragem do futebol. Nesta terça-feira, a CBF apresentou o PRO, programa de profissionalização da arbitragem apenas para a Série A, com contrato de prioridade para 72 oficiais. A ideia é elevar o nível com salários fixos e desempenho atrelado.

O grupo de trabalho, liderado por Netto Góes, Helder Melillo, Davi Feques e Rodrigo Cintra, detalhou mudanças estruturais e operacionais. Participaram representantes de 38 clubes das Séries A e B, além de consultores. O modelo lembra ligas europeias, segundo a entidade.

A novidade central é o regime de contrato PJ para 20 árbitros, 40 assistentes e 12 VARs, com salário fixo, recebimentos variáveis por jogo e bonificações por desempenho. A premissa é maior segurança financeira e dedicação sem obrigação de exclusividade.

Estrutura e mudanças

A iniciativa envolve quatro pilares: estrutura geral, excelência com a saúde, capacitação técnica e tecnologia. O projeto iniciou em 10 de novembro e já projeta uma curva de melhoria com governança, tecnologia e padronização.

Será desenvolvido um ranking de desempenho ao longo da temporada. Ao fim do ano, ao menos dois árbitros não terão contrato renovado, abrindo espaço para renovação da elite. Notas consideram controle de jogo, aplicação de regras, condicionamento e comunicação.

Impacto financeiro e cronograma

Nos próximos dois biênios, a CBF estimou gasto de 195 milhões de reais com arbitragem, sendo 44 milhões apenas para salários e variáveis. O reajuste pelo IPCA busca manter o fixo mais robusto, com base em média de acordo vigente.

A implementação envolve cronograma diário semelhante ao de atletas, com treino, aperfeiçoamento e reuniões. Impedimento semiautomático ficará de fora das primeiras rodadas por segurança, e tecnologia será instalada em estádios para marcar partidas da Série A.

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