- A Federação Argentina de Futebol (AFA) vive crise interna, com denúncias de lavagem de dinheiro envolvendo o presidente Chiqui Tapia e o tesoureiro Pablo Toviggino, após apuração da Coalición Cívica.
- Em Pilar, foi apreendida uma casa/villa com heliporto, estábulos e 54 veículos, apontada como possível fachada para lavagem de dinheiro relacionada aos dirigentes.
- A denúncia sustenta que a propriedade foi adquirida em 2024 por uma empresa de Ana Lucia Conte e Luciano Nicolas Pantano, ligados ao meio do futebol; os carros estariam registrados em razão dessa empresa.
- O governo e a justiça investigam entradas de dinheiro vinculadas a clubes e a uma instituição financeira, com possível evasão fiscal superior a US$ 13 milhões envolvendo Tapia, Toviggino e outros dirigentes.
- A AFA disse que está sendo atacada pelo governo, sem comentar diretamente as investigações; a seleção argentina segue como campeã mundial de 2022, apesar do episódio.
A AFA, Associação do Futebol Argentino, vive enfrenta crise interna antes da Copa do Mundo de 2022. Investigações apontam operação de lavagem de dinheiro ligada à sede e a clubes vinculados à entidade. A denúncia ganhou força após sinalizações de irregularidades feitas por Carlos Tevez nas redes.
A Coalición Cívica apresentou queixa criminal sobre uma suposta villa em Pilar, na Grande Buenos Aires, ligada a dirigentes da AFA. A prefeitura de Pilar, a polícia e o Ministério Público passaram a apurar possíveis operações financeiras e a relação com a gestão de recursos do futebol argentino.
Na sequência, diligências chegaram à sede da AFA, alvo de registro policial no início de dezembro, com busca em mais de uma dúzia de clubes e em uma empresa de serviços financeiros. As investigações visam esclarecer transações e possível lavagem de dinheiro associadas ao órgão.
Local da propriedade e evidências
Em Pilar, a casa vila apreendida contou com heliporto, estábulos e 54 veículos, entre eles modelos de alto luxo. A denúncia aponta como fachada para lavagem de dinheiro relações com Chiqui Tapia, presidente da AFA, e o tesoureiro Pablo Toviggino, segundo a Coalición Cívica.
A investigação levantou ainda suspeitas sobre uma compra de 2024 feita por uma empresa controlada por Ana Lucia Conte e Luciano Nicolas Pantano, ligados ao mundo do futebol. Documentos judiciais indicam veículos registrados sob a empresa citada.
Novas acusações e participação governamental
Recentemente, um promotor informou sobre possível retenção ilegal de impostos no valor superior a 13 milhões de dólares envolvendo Tapia, Toviggino e outros líderes da AFA, segundo a imprensa local. A Receita Federal argentina requisitou explicações sobre entradas de dinheiro desde 2017.
A resposta da AFA, que sustenta estar sob ataque político, enfatiza conquistas esportivas nacionais, incluindo o título mundial de 2022. A entidade afirma cumprir funções com base institucional e promete esclarecer as irregularidades nos autos.
Perspectivas e impactos
Especialistas lembram que crises administrativas não devem comprometer a participação da Argentina na Copa do Mundo. Analisa-se se as investigações repercutem no planejamento esportivo e na governança do futebol argentino. O cenário permanece sob apuração das autoridades.
Entre na conversa da comunidade