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Copa Africana mantém mudanças no comando e pode ter marco em 2026

Com África liderando por quatro edições consecutivas, CAN pode ter título de quatro campeões africanos seguidos em 2026, após virada iniciada em 2021

Técnicos da CAN 2025: da esq. para a dir., Hugo Broos (belga, África do Sul), Walid Regragui (marroquino, Marrocos), Emerse Faé (marfinense, Costa do Marfim) e Tom Saintfiet (belga, Mali)
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  • Desde 2021, técnicos africanos são maioria na Copa Africana de Nações, marcando a virada histórica após longos anos de domínio de treinadores estrangeiros.
  • Em 2015 houve predominância de treinadores de fora (81%), mas a participação foi caindo ao longo dos anos, com a virada efetiva ocorrendo na CAN de Camarões, em 2021.
  • Em 2024, a Costa do Marfim sediou a competição, estreou vencendo a Guiné-Bissau, mas perdeu para a Nigéria e para a Guiné Equatorial; o treinador Jean Louis-Gasset deixou o cargo e Emerse Faé assumiu, levando a seleção ao título.
  • Há possibilidade de um fato inédito em 2026: quatro edições consecutivas com treinadores africanos campeões, sucedendo aos títulos de Belmadi, Cissé e Faé.
  • Na CAN 2025, são 24 técnicos: 14 africanos (58,3%) e 10 estrangeiros (41,7%); 11 seleções são comandadas por técnicos do próprio país e 3 por africanos de outros países.

A Copa Africana de Nações vive uma fase de transição inédita, com domínio crescente de técnicos africanos nas seleções. A partir de 2021, eles passaram a ser maioria entre as equipes da competição, à frente dos treinadores estrangeiros.

A virada ocorreu aos poucos, com dados que mostram a evolução ao longo dos anos. Em 2015, 13 dos 16 técnicos eram estrangeiros. Em 2017, a vantagem permaneceu. Em 2021, pela primeira vez, africanos passaram a comandar a grande maioria.

Virada africana

Em 2024, a Costa do Marfim sofreu vexame ao perder para Nigéria e Guiné Equatorial, o que levou à saída do técnico Jean Louis-Gasset. Emerse Faé, que assumiu durante a competição, levou os Elefantes ao título. A escolha dele já gerou especulações para 2025/2026.

Para 2025/2026, a expectativa é de um fato inédito: quatro edições consecutivas com técnicos africanos campeões, repetindo a trajetória de Belmadi e Cissé. Hoje, o equilíbrio entre africanos e estrangeiros segue próximo, com vantagem ainda dos treinadores do continente.

Cenário atual e perspectivas

Na CAN 2025, 24 técnicos disputam a competição. Africanos somam 14 (58,3%), estrangeiros 10 (41,7%). Quase a metade das seleções tem treinadores de países africanos diferentes da própria nacionalidade.

Alguns grupos destacam nomes relevantes: Marrocos é comandado por Walid Regragui, Egito por Hossam Hassan, Egito e Costa do Marfim pelos treinadores africanos locais. A competição segue com mudanças frequentes de técnicos, sempre sob o prisma da neutralidade e veracidade.

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