- O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, chamou a jornalista da Globo Renata Mendonça de “nariguda” durante apresentação das finanças do clube.
- Um vídeo divulgado em outubro mostrou condições precárias de trabalho do futebol feminino do Flamengo; Zico defendeu o CFZ em relação ao problema.
- O perfil “dibradoras” quebrou o silêncio antes do Natal, destacando o impasse e dizendo que Flamengo e BAP ainda não se manifestaram sobre o assunto.
- A repercussão incluiu Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que repudiou o ataque e manifestou solidariedade à jornalista Renata Mendonça.
- Mulheres da mídia esportiva divulgaram nota de apoio à Renata Mendonça, condenando o ataque machista e pedindo responsabilidade e respeito.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, protagonizou uma troca de ataques contra a jornalista Renata Mendonça, da TV Globo, durante a apresentação anual das finanças do clube. A manifestação ocorreu na semana que antecedeu o Natal, após a Globo veicular em outubro um vídeo sobre condições de trabalho no futebol feminino do Flamengo. O episódio gerou reação de representantes do jornalismo esportivo e de clubes parceiros.
O conteúdo divulgado anteriormente mostrava diferenças entre as estruturas de apoio ao futebol feminino e ao masculino no Flamengo. A divulgação não teve resposta pública do clube na época, apenas posicionamentos isolados de figuras associadas ao CFZ, ligado a Zico. O vídeo gerou debates sobre infraestrutura, investimentos e políticas internas do clube.
Em resposta aos ataques de BAP, comunicadoras e dirigentes da imprensa passaram a compartilhar mensagens de solidariedade a Renata Mendonça, ressaltando a trajetória profissional da jornalista. Leila Pereira, presidente do Palmeiras, expressou apoio público à jornalista e criticou o ataque durante transmissão da FlaTV, destacando a importância de manter o respeito na cobertura esportiva.
Repercussão e posicionamentos
Entidades femininas da imprensa esportiva divulgaram uma nota conjunta de apoio a Mendonça, apontando que a referência à aparência física ultrapassa limites do debate jornalístico e configura um ataque pessoal. O documento reforça a defesa da atividade profissional das mulheres no meio esportivo e condena atitudes que aticem misoginia.
A nota destaca ainda que Renata Mendonça tem trajetória reconhecida por profissionalismo e contribuição para a visibilidade do futebol feminino. As signatárias chamam a atenção para que dirigentes deem exemplos de conduta, evitando qualquer desmoralização de jornalistas. O episódio segue sob apuração interna e repercussões públicas entre atletas, clubes e veículos de comunicação.
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