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Tara Moore é suspensa por quatro anos devido a doping no tênis britânico

Corte Arbitral do Esporte impõe suspensão de quatro anos a Tara Moore, que não poderá competir até 2028 após caso de doping.

Foto: Reprodução/The Athletic UK
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  • Tara Moore, tenista britânica, foi suspensa por quatro anos pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) devido a doping.
  • A decisão reverte a absolvição anterior de um tribunal independente, que considerou que a jogadora não tinha culpa.
  • Moore testou positivo para nandrolona e boldenona durante o torneio WTA 250 de Bogotá, em maio de 2022.
  • A Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) argumentou que ela não explicou adequadamente os altos níveis de nandrolona em sua amostra.
  • A suspensão se estende até 2028, e a jogadora está impedida de competir até lá.

Tara Moore, tenista britânica, foi suspensa por quatro anos pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) devido a doping. A decisão, anunciada nesta terça-feira, reverte a absolvição anterior de um tribunal independente, que havia considerado que a jogadora não tinha culpa pelas substâncias proibidas encontradas em seu organismo.

Moore, de 32 anos, foi suspensa provisoriamente em maio de 2022 após testar positivo para os esteroides anabolizantes nandrolona e boldenona durante o torneio WTA 250 de Bogotá. Em dezembro de 2023, um tribunal da Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) concluiu que a tenista não teve culpa, atribuindo o resultado positivo ao consumo de carne contaminada. Contudo, a ITIA recorreu da decisão, alegando que Moore não conseguiu explicar adequadamente os altos níveis de nandrolona em sua amostra.

Decisão da Corte Arbitral

A CAS confirmou que a ITIA apresentou um apelo em janeiro de 2025, e após análise das evidências científicas e legais, decidiu que Moore não conseguiu provar que a concentração de nandrolona em seu teste era consistente com a ingestão de carne contaminada. A suspensão se estende até 2028, descontando o tempo já cumprido sob a suspensão provisória.

A diretora executiva da ITIA, Karen Moorhouse, afirmou que a decisão de recorrer não foi tomada levianamente. Segundo ela, o parecer científico indicou que a jogadora não apresentou justificativas satisfatórias para os altos níveis de nandrolona. Moore, que já foi a número um do ranking britânico de duplas, agora está impedida de competir até o início da temporada de 2028.

Repercussões no Circuito

O caso de Moore gerou discussões no circuito, com o técnico Darren Cahill defendendo um ranking protegido para a jogadora. O ex-top 50 John Millman também pediu compensação financeira pelos danos sofridos. Situação semelhante ocorreu com o brasileiro Nicolas Zanellato, que foi absolvido após comprovar que sua amostra positiva para boldenona resultou do consumo de carne contaminada na Colômbia. A ITIA confirmou que Zanellato não teve culpa ou negligência, destacando a complexidade das questões de doping no esporte.

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