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Custo elevado impede Brasil de adotar tecnologia de linha do gol no futebol

Análise inconclusiva do VAR em Sport x Fortaleza reacende debate sobre custos e viabilidade da tecnologia de linha do gol no Brasil.

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A análise do VAR em um gol anulado no jogo entre Sport e Fortaleza trouxe à tona a discussão sobre a eficácia da arbitragem no futebol brasileiro. A falta de tecnologias como a linha do gol, que já é usada em ligas como a Premier League, foi um dos pontos levantados. A implementação dessa tecnologia no Brasil enfrenta desafios, principalmente por causa dos altos custos, que podem ultrapassar R$ 26 milhões para todos os estádios do Campeonato Brasileiro. Além disso, os custos operacionais por jogo são significativos. O ex-diretor de arbitragem da CBF mencionou que a estrutura dos estádios brasileiros não é adequada para essa tecnologia e que os lances que precisam dela são raros. A resistência à linha do gol também é vista em outras ligas, como a La Liga, onde o presidente acredita que o VAR já é suficiente. A situação do gol anulado no jogo reforça a necessidade de discutir a viabilidade de investimentos em novas tecnologias no futebol.

A análise inconclusiva do VAR (árbitro de vídeo) em um gol anulado durante a partida entre Sport e Fortaleza, no último sábado, 26, reacendeu o debate sobre a eficácia da arbitragem no futebol brasileiro. A situação levantou questionamentos sobre a ausência de tecnologias como a linha do gol, amplamente utilizada em ligas como a Premier League.

Os custos elevados para a implementação da tecnologia de linha do gol no Brasil são um dos principais obstáculos. O sistema da empresa alemã Goal Control, aprovado pela FIFA, custa cerca de US$ 260 mil (aproximadamente R$ 1,47 milhão) para instalação em um único estádio. Para todos os estádios do Campeonato Brasileiro, o investimento total superaria os R$ 26 milhões. Além disso, os custos operacionais por jogo somam US$ 3,9 mil (cerca de R$ 22 mil), totalizando aproximadamente R$ 8,42 milhões para os 380 jogos da competição.

A discussão sobre a viabilidade da linha do gol não é exclusiva do Brasil. A Premier League enfrentou desafios semelhantes ao implementar a tecnologia em 2013, com cada clube arcando com 15 mil libras (R$ 113 mil) para a instalação. O ex-diretor de arbitragem da CBF, Coronel Marcos Marinho, destacou que a estrutura dos estádios brasileiros não está adequada para essa tecnologia e que os lances que exigem tal recurso são raros.

A resistência à tecnologia também é observada em outras ligas, como a La Liga, onde o presidente Javier Tebas se opõe à implementação da linha do gol devido aos altos custos. Fontes da competição afirmam que o VAR já é suficiente para resolver situações de gol. Assim, a adoção de tecnologias como a linha do gol ou o chip na bola parece distante no cenário brasileiro e mundial. A polêmica do gol anulado em Sport e Fortaleza reforça a discussão sobre a necessidade e a viabilidade de tais investimentos no futebol.

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