O Cuiabá Esporte Clube iniciou sua operação no mercado de capitais com um lançamento de R$ 20 milhões. Este movimento faz do clube o segundo no Brasil a utilizar debêntures-fut, um tipo de título de dívida emitido por Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), com a finalidade de financiar despesas operacionais após o rebaixamento para a […]
O Cuiabá Esporte Clube iniciou sua operação no mercado de capitais com um lançamento de R$ 20 milhões. Este movimento faz do clube o segundo no Brasil a utilizar debêntures-fut, um tipo de título de dívida emitido por Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), com a finalidade de financiar despesas operacionais após o rebaixamento para a Série B. As debêntures têm um prazo de dois anos e oferecem uma remuneração de CDI mais 5%. O novo centro de treinamento do Cuiabá, avaliado em R$ 50 milhões, serve como garantia para os investidores.
O presidente do clube, Cristiano Dresch, destacou que a construção do centro de treinamento demandou um investimento superior a R$ 40 milhões. Com a queda para a Série B em 2024, a gestão do clube precisou reavaliar seus gastos. Dresch comentou: “A partir disso, passamos a buscar uma forma nova de capital de giro, e a alternativa para essa injeção financeira veio por meio das debêntures.”
Além do Cuiabá, o Atlético-MG também adotou as debêntures-fut como estratégia de captação de recursos desde 2024. Essa modalidade de financiamento tem ganhado espaço entre os clubes brasileiros, especialmente em um cenário onde a gestão financeira se torna cada vez mais desafiadora. A utilização de debêntures-fut reflete uma tentativa de diversificar as fontes de receita e garantir a sustentabilidade financeira das equipes.
A homologação da lei que permite a emissão de debêntures-fut ocorreu em 2021, possibilitando que clubes busquem alternativas de financiamento mais robustas. Com isso, a expectativa é que mais equipes sigam o exemplo do Cuiabá e do Atlético-MG, buscando fortalecer suas estruturas e operações em um ambiente competitivo.
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