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Super Bowl: nem o americano gosta disso, diz Lúcio de Castro

Cobertura do Super Bowl foca no entorno — economia, cultura e público — em vez do jogo, segundo relato de repórter brasileiro

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Vince Lombardi, o cobiçado troféu do Super Bowl (Foto: Ronald Martinez/AFP)
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  • Em 2001, o repórter Lúcio de Castro foi enviado a Tampa para cobrir o Super Bowl, mesmo sem entender o futebol americano, com a ideia de focar no entorno do evento.
  • Os editores queriam um olhar sobre a economia, a cultura e os costumes do público, em vez de cobertura tática da partida; a matéria sobre o jogo seria produzida separadamente.
  • O Baltimore Ravens venceu o New York Giants na edição de 2001; houve destaque para a movimentação de fãs, bares e atividades ao redor do estádio.
  • O texto cita estudos acadêmicos que contestam a ideia de ganhos econômicos expressivos com megaeventos, apontando impacto real limitado.
  • A crônica também relembra a carreira do autor em coberturas de outros esportes e referências culturais, mantendo o tom de “outro olhar” sobre o Super Bowl.

O jornalista Lúcio de Castro relembra a cobertura do Super Bowl de 2001, quando foi enviado a Tampa, Flórida, para narrar o evento. A ideia, segundo ele, era privilegiar o entorno, a economia e a cultura associadas ao jogo, em vez de detalhes táticos da partida.

Na época, os editores pediram um olhar diferente sobre o Super Bowl, com foco no que acontecia fora do campo. Castro relata que não possuía familiaridade com o futebol americano, mas aceitou a missão de registrar o clima, as movimentações dos fãs e as reações do público ao evento.

O texto que pretendia escrever acabou não saindo, segundo ele, porque a orientação editorial era outra: cobrir o entorno em vez da partida em si. Ainda assim, o repórter afirma manter o compromisso com apuração rigorosa e com o estilo de crônica que marcou parte de sua carreira.

O Super Bowl é tema de debates sobre seu impacto econômico, com estudos que questionam ganhos financeiros significativos para as cidades-sede. Pesquisas citadas apontam que os benefícios costumam ser menores do que o esperado, com efeitos mais modestos sobre a economia local e regional.

O relato de Castro envolve ainda a experiência de credenciamento, recepção de jornalistas e as dinâmicas do evento na cidade. Ele descreve áreas ao redor do estádio com trailers, churrasqueiras e festas que acompanham a chegada do público, bem antes do início da partida.

Em retrospecto, o repórter comenta a permanência de fãs em bares durante o jogo, para acompanhar o entorno cultural e social do evento. Ao final, ele relembra a frase associada à percepção popular de que o público nem sempre acompanha o jogo, refletindo sobre a própria cobertura.

No contexto atual, o Super Bowl continua a gerar expectativa e cobertura midiática, com atrações de palco e debates sobre políticas públicas que cercam o evento. A história de 2001 é apresentada como exemplo de abordagem jornalística que privilegia o que acontece fora das quatro linhas.

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